Fazer exercícios de manhã pode “afiar” a mente de idosos

Caminhada matinal aliada a breves intervalos de caminhada de intensidade leve ao longo do dia melhora função psicomotora; atenção; função executiva, como tomada de decisão; aprendizagem visual e memória de trabalho

Idoso caminhando / Foto: pasja1000 - Pixabay
Idosos caminhando / Imagem de pasja1000 por Pixabay

Um estudo australiano descobriu que uma sessão matinal de exercício de intensidade moderada em idosos melhora o desempenho cognitivo, como a tomada de decisões ao longo do dia, em comparação com os idosos sedentários.

Além disso, o estudo mostrou que uma sessão matinal de exercícios combinada com breves intervalos de caminhada de intensidade leve ao longo de um período de 8 horas pode melhorar a memória de curto prazo, comparado a ficar sentado por esse mesmo período.

O estudo “Brain Breaks”, conduzido pelo Instituto de Diabetes e Coração Baker e pela Universidade da Austrália Ocidental, também mostra que as respostas distintas no desempenho cognitivo comparando praticar exercício versus períodos de descanso sentado indicam que diferentes padrões de atividade física são capazes de melhorar aspectos da cognição.

O estudo foi feito com mais de 65 homens e mulheres entre 55 e 80 anos e examinou os efeitos dos exercícios em duas situações. Na primeira, os voluntários fizeram sessões de caminhada matinal em esteira. Na segunda situação, além do exercício matinal os idosos também praticaram breves períodos de 3 minutos de caminhada durante um período de 8 horas. Depois foram avaliadas aspectos de cognição e concentração, incluindo função psicomotora; atenção; função executiva, como tomada de decisão; aprendizagem visual e memória de trabalho. Tanto em um regime de exercícios quanto no outro, os resultados dos testes de cognição foram melhores do que os voluntários que não fizeram nenhum tipo de exercício.

Um dos fatores estudados foi o fator de crescimento neurotrópico derivado do cérebro, uma proteína que desempenha um papel importante na sobrevivência e crescimento de neurônios transmissores de informação no cérebro. Os resultados demonstraram que esta proteína foi elevada durante 8 horas durante ambas as condições de exercício, em relação s ficar sentado durante esse período.

O pesquisador Michael Wheeler diz que o estudo ressalta que ficar sentado ininterruptamente deve ser evitado para manter a cognição ideal ao longo do dia, e que exercícios de intensidade moderada, como caminhada rápida, devem ser encorajados para a manutenção diária da saúde cerebral.

Ele diz que o estudo também revela que nem todos os aspectos da cognição respondem da mesma forma a uma dada dose de exercício, e que pode ser possível manipular o padrão de atividade ao longo do dia para otimizar resultados cognitivos específicos.

“Esse tipo de estudo é fundamental para pessoas que desejam desfrutar de uma qualidade de vida produtiva e satisfatória e viver mais saudável por mais tempo”, diz Wheeler.

Para o cientista, a pesquisa destaca como mudanças relativamente simples na rotina diária podem ter um benefício significativo à saúde cognitiva. “Um dia poderemos fazer tipos específicos de exercícios para melhorar habilidades cognitivas específicas, como a memória ou o aprendizado”, diz o pesquisador.

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