Fumaça de incêndios do Pantanal e da Amazônia pode chegar à África

Imagens de satélites mostram a nuvem de fumaça se alongando na direção do continente africano

Nuvem de fumaça no meio do Atlântico Sul captada por satélite da Nasa. Crédito: Nasa

A fumaça das queimadas do Pantanal e da Amazônia já se espalhou pelo Atlântico e deve chegar nos próximos dias à costa africana. O “Estadão” publicou imagens captadas por satélites da Nasa que mostram a nuvem de fumaça se alongando no sentido leste, em direção à África. Além do grande volume de fumaça, a ocorrência de um forte ciclone extratropical profundo no mar, próximo ao litoral sul brasileiro, também contribuiu para espalhar a nuvem gerada pelas queimadas.

De acordo com “O Globo”, a chegada de uma frente fria que se aproxima do litoral do Sudeste deve desviar a fumaça que estava atingindo o Sul nos últimos dias para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Não se esperam mudanças bruscas no céu desses estados, mas a presença da fumaça deve deixar o pôr do sol mais alaranjado.

Enquanto isso, no “olho do furacão”, Cuiabá vem quebrando recordes consecutivos de altas temperaturas e baixa umidade do ar. A fumaça densa decorrente dos incêndios da Amazônia, ao norte, e do Pantanal, ao sul, deixam a capital de Mato Grosso cercada por cortinas cinza, que cobrem a cidade e causam problemas de visibilidade, além dos impactos sobre a saúde das pessoas em virtude de doenças respiratórias.

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Destruição disseminada

No Pantanal, a situação segue dramática. A “Globo Rural” mostrou o impacto do fogo na Fazenda São Francisco do Perigara, conhecida internacionalmente como refúgio das araras-azuis; mais de 90% dos seus 23,9 mil hectares foram consumidos pelas chamas nas últimas semanas. Em Cáceres (MT), a “Época” destacou como as margens do rio Paraguai viraram corredores do fogo. Pescadores enfrentam dificuldades causadas não apenas pela fumaça, mas também pelas chamas, que avançam sobre a vegetação ao longo do rio, em direção à zona urbana da cidade.

Já na “Folha”, o fotógrafo Victor Moriyama descreveu sua jornada de quase 4 mil quilômetros pelo Cerrado e pela Amazônia nas primeiras semanas de agosto. Além do cenário de destruição, chamou a atenção a ausência dos órgãos ambientais como o Ibama no combate às chamas.

Em tempo: O Bom Dia Brasil (TV Globo) deu destaque ontem a documentos que revelam atraso na contratação de brigadistas pelo Ministério do Meio Ambiente, o que vem dificultando ainda mais o esforço de combate aos incêndios no Pantanal e na Amazônia.

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