Galeria de mundos distantes

Desde 1995, já foram descobertos mais de 500 planetas fora do Sistema Solar.

Chance de vida

Localizada na constelação de Libra, a 20,3 anosluz da Terra, a anã vermelha (estrela pequena e relativamente fria) Gliese 581 – à direita, no alto, nesta concepção artística do European Southern Observatory (ESO) – tem pelo menos seis planetas a orbitá-la. A imagem mostra três deles. O menor e mais próximo da estrela, GLIESE 581-c, tem massa apenas 1,9 vez maior que a da Terra, mas a pequena distância do sol o faz conviver com temperaturas altíssimas. Depois dele vem GLIESE 581-b, um gigante gasoso que lembra Netuno, com massa 15 vezes maior que a da Terra. Já o planeta em primeiro plano, GLIESE 581-e, está na zona habitável do sistema e poderia abrigar vida como a conhecemos. Seu raio é 50% maior que o da Terra; a massa, cinco vezes maior. Essa “Super-Terra” teria temperaturas de superfície entre 0°C e 40°C.

Muito Rápido

Com diâmetro 1,58 vez maior que o da Terra, o COROT-7b – situado na constelação da Águia, a cerca de 490 anos-luz de distância – está tão perto de sua estrela que gira em torno dela à espantosa velocidade de 750.000 km/h (a Terra orbita a 107.000 km/h). Mas a proximidade também acarreta uma temperatura entre 1.000°C e 1.500°C na superfície. Até a descoberta do Kepler-10b, o COROT-7b era o planeta de menor diâmetro já descoberto.

 

O mais próximo

Situado a apenas 10,5 anos-luz da Terra, Epsilon Eridani-b é um planeta com tamanho 50% maior que o de Júpiter e uma órbita excêntrica que rotineiramente atravessa um cinturão de asteroides no mesmo sistema solar – portanto, com muita possibilidade de colisão. Os astrônomos suspeitam que estrelas próximas dele têm boas chances de abrigar planetas com vida como a da Terra.

O maior

A existência do TRES-4 é um enigma teórico. Esse planeta, localizado a 1.400 anos-luz da Terra, na constelação de Hércules, é 70% maior do que Júpiter, mas tem 25% a menos de massa. Apresenta a densidade mais baixa já registrada entre os planetas – apenas 0,2 grama por centímetro cúbico (a densidade da água é de 1 g/cm3, e a de Júpiter, 1,33 g/cm3), o que o converteria numa espécie de planeta vaporoso. O gigante TRES-4 dá uma volta em torno de sua estrela em apenas 3,55 dias.

O mais quente

Nenhum mundo encontrado até hoje é tão quente quanto o WASP- 12b, situado na constelação do Cocheiro, a 871 anos-luz da Terra. Esse planeta, com massa 50% maior que a de Júpiter, está a apenas 3,4 milhões de quilômetros da sua estrela, o que explica sua temperatura de 2.200ºC. Seu ano equivale a um único dia terrestre. Estudos recentes mostraram que o WASP-12b está sendo engolido pela estrela, um processo que deve durar mais 10 milhões de anos.

Super-Terra

Os cientistas definem como Super-Terras uma classe de planetas cuja massa corresponde a um valor entre 2 e 10 vezes a massa da Terra. Para alguns pesquisadores, tais mundos apresentariam mais condições de abrigar vida por terem núcleos quentes e serem propícios a atividades vulcânicas e à formação de placas tectônicas. Situado na constelação de Hércules, a 80 anos-luz de distância, o planeta HD156668b – o terceiro menor já descoberto, depois do Kepler-10b e do Gliese 581-e – é um dos integrantes dessa classe.

O menor ano

A 22 mil anos-luz da Terra, na constelação de Sagitário, está o planeta que, por enquanto, gira em torno de sua estrela em menos tempo: o SWEEPS-10. Situado a 1,2 milhão de quilômetros – cerca de três vezes a distância entre a Terra e a Lua – de seu sol, ele completa uma órbita em apenas 10 horas. O SWEEPS-10 tem massa pelo menos 1,6 vez maior que a de Júpiter, e sua temperatura ronda 1.650°C. Segundo os astrônomos, planetas de período ultracurto (USPPs) ocorrem apenas ao redor de estrelas anãs.

O mais jovem

Perto dos 4,6 bilhões de anos da Terra, o planeta ainda sem nome que orbita a estrela Coku Tau 4, a 420 anos-luz de distância, na constelação de Touro, é um recém-nascido. Com cerca de 1 milhão de anos, a estrela ainda tem ao seu redor um disco de poeira típico do início da formação de um sistema planetário. Mas o Telescópio Espacial Spitzer detectou um grande “buraco” nesse disco, com 10 vezes a distância entre a Terra e o Sol. A hipótese mais provável é de que um planeta seja o responsável por isso, removendo a poeira na parte interior do sistema (e retendo parte dela na forma de anéis).

Texto: eduardo@planetanaweb.com.br

 

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