Governo libera mais 51 agrotóxicos, totalizando 260 neste ano

Segundo relatório do Greenpeace, 18 dos novos agrotóxicos liberados são extremamente ou altamente tóxicos

O uso de agrotóxicos é um dos obstáculos à sobrevivência dos animais polinizadores, em especial as abelhas (Foto: iStockphotos)

O Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (22/7) traz uma listagem com 51 novos agrotóxicos liberados para uso no Brasil.

Do total de agrotóxico liberados, 44 são genéricos, com princípios ativos já autorizados, e sete são novos no país – seis inseticidas e um herbicida. Segundo reportagem do Globo Rural, os inseticidas contêm o ingrediente ativo sulfoxaflor, que controla pragas como pulgão, mosca-branca e psilídeo.

Segundo documento divulgado pelo Greenpeace, dos 51 produtos liberados, 18 são extremamente ou altamente tóxicos. De acordo com levantamento do UOL, Dos 290 produtos liberados até agora em 2019, 41% são considerados extremamente ou altamente tóxicos e 32% são proibidos na União Europeia.

Ainda de acordo com o UOL, considerando os sete primeiros meses do ano, 2019 tem recorde na aprovação de agrotóxicos no Brasil. O ano que teve maior volume até então, 2018, teve 229 substâncias aprovadas – 21% a menos do que no período atual.

Segundo comunicado do Mapa, “os produtos aprovados formulados à base de sulfoxaflor apresentaram estudos laboratoriais de toxicidade aguda e crônica para abelhas adultas e larvas, estudos de resíduos em néctar e pólen em diversas culturas, além de um estudo específico com o objetivo de identificar a ação desta substância sobre colônias de abelhas.”

O sulfoxaflor tem sido estudado no mundo e está sendo relacionado à redução dos enxames de abelhas na natureza.

O Ministério da Agricultura (Mapa) ressaltou que os químicos só poderão ser usados nas lavouras se o produtor obedecer às restrições e seguir as orientações estabelecidas pelo Ibama, para a mitigação de risco para insetos polinizadores, como as abelhas.

Fontes: G1, Globo Rural e UOL