Grupo Bilderberg – secreto clube da elite global – está novamente reunido

O clube reúne anualmente cerca de 130 personalidades influentes da política, indústria, finanças, academia e até da mídia, e tudo o que é conversado nessas ocasiões se mantém em segredo absoluto

Capa do livro "A verdadeira história do Clube Bilderberg", grupo secreto criado em 1954, na cidade de Oosterbeek, Holanda, no hotel Bilderberg, por isso do nome

Teve início hoje mais uma reunião de uma das organizações secretas mais controversas do mundo, o Grupo Bilderberg – grupo de cerca de 130 líderes políticos de elite e convidados de expressão da indústria, finanças, da academia e da mídia. Serão quatro dias a portas fechadas em um resort de luxo em Montreux, na Suíça. Mas isso deve ser tudo que a impressa poderá publicar a respeito, porque a entrada de repórteres não é permitida e nenhum documento sobre o evento é divulgado ao final do encontro.

Bilderberg um clube secreto governa o mundo

Tudo o que é dito no encontro fica em segredo. E o método se repete há décadas. Não à toa as especulações são muitas (conheça toda a história do Grupo Bilderberg em reportagem anterior de PLANETA). O grupo pretende ter apenas um espaço para falar de maneira aberta e relaxada ou seria um círculo fechado que busca minar a democracia global? Os teóricos da conspiração acusam o Grupo Bilderberg de tudo que há de mais maléfico: desde criar deliberadamente crises financeiras até planejar matar 80% da população mundial. Outros garantem que não há o que temer, e que o grupo seria como um clube de jantar ocasional para os ricos e poderosos.

Denis Healey, que foi cofundador do grupo e chanceler da Grã-Bretanha na década de 1970, disse ao jornalista Jon Ronson em seu livro Them (Eles, em tradução literal), que as pessoas ignoram os benefícios práticos do encontro. “Bilderberg é o grupo internacional mais útil de que já participei”, disse ele. “A confidencialidade permite que as pessoas falem honestamente sem medo da repercussão.”

O grupo teria um poder genuíno que supera de longe o Fórum Econômico Mundial, que se reúne em Davos. E como o encontro é secreto, é fácil entender por que as pessoas estão preocupadas com sua influência.

Entre os figurões norte-americanos, estão entre os presentes Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump; Satya Nadella, CEO da Microsoft; Eric Schmidt, ex-presidente do Google; o bilionário Peter Thiel, fundador do PayPal, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger.