Hera: a próxima missão de defesa da Terra contra asteroides

Missão da ESA vai verificar de perto, em 2026, os efeitos do impacto da nave Dart, lançada nesta madrugada, no asteroide Dimorphos

A missão Hera da ESA vista com os seus CubeSats em órbita em torno de Dimorphos. Crédito: ESA/Science Office

A primeira missão já está em andamento: desde esta madrugada, o Teste de Redirecionamento de Asteroide Binário (Dart), da Nasa, está a caminho de avaliar a técnica de impacto cinético de deflexão de asteroide. A nave Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), será a próxima missão de defesa planetária da Terra. Ela está programada para voar para o mesmo corpo que a Dart irá impactar em 2022.

“Estou extremamente feliz em ver a missão Dart a caminho”, disse Ian Carnelli, gerente da Hera. “Excelente trabalho das equipes da Nasa, SpaceX e Applied Physics Laborator – eles fazem com que pareça fácil!”

A Dart irá colidir com o corpo menor do sistema binário de asteroides Didymos, denominado Dimorphos, em setembro de 2022, atingindo-o a uma velocidade de cerca de 6,6 km por segundo. Embora o sistema de asteroides Didymos mantenha seu movimento ao redor do Sol imperturbado, a colisão deve mudar a órbita de Dimorphos (corpo de 160 metros de diâmetro) em torno de Didymos (objeto com 780 metros de diâmetro) de uma forma pequena, mas distinta – apenas uma fração de 1%. Isso será suficiente para o efeito da colisão ser medido com telescópios e radares baseados na Terra.

Incógnitas a investigar

Mas observar do outro lado do espaço ainda deixará várias incógnitas, como a massa precisa de Dimorphos, sua composição e sua estrutura interna, bem como o tamanho e a forma da cratera deixada pela Dart. Assim, em novembro de 2024, Hera se dirigirá ao sistema Didymos, iniciando sua detalhada “investigação da cena do crime” dos dois asteroides no final de 2026.

Ao coletar dados de perto, Hera ajudará a transformar o experimento de impacto em grande escala do Dart em uma técnica de deflexão bem compreendida e repetível – pronta para ser implantada se um asteroide for avistado rumo à Terra.

A espaçonave principal Hera também implantará um par de CubeSats do tamanho de uma caixa de sapatos para realizar observações de apoio: Milani fará observações espectrais de superfície, enquanto Juventas fará as primeiras sondagens de radar dentro de um asteroide.

A espaçonave Hera está sendo construída pela OHB na Alemanha, enquanto outros elementos da missão tomam forma em toda a Europa. Por exemplo, o modelo de engenharia do sistema de orientação, navegação e controle de precisão de Hera – essencial para guiar a espaçonave do tamanho de uma mesa para e ao redor de seu destino de asteroides gêmeos – está sendo montado pela GMV na Espanha, enquanto o protótipo do radar Juventas está sendo submetido a testes no centro técnico Estec da ESA na Holanda.

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