Homens podem ser menos ecológicos por achar que isso é “coisa de mulher”

Pesquisa mostrou que homens podem deixar engajar em comportamentos ecologicamente corretos com receio de parecerem homossexuais

Imagem de EVERYDAYLIFEMODERN / Flickr por CC BY-ND 2.0

Atitudes como reciclar o lixo, usar ecobags e economizar água e luz não têm gênero, e podem ser realizada por homens e mulheres igualmente, certo? Não na visão de participantes de uma pesquisa da Universidade Penn State.

No estudo, os cientistas avaliaram comportamentos pró-meio ambiente que pesquisas anteriores classificaram que eram vistos como mais femininos e mais masculinos.

Eles descobriram que os participantes, tanto homens quanto mulheres, questionam a orientação sexual dos homens se eles realizam atividades favoráveis ao ambiente vistas como mais femininas, como usar ecobags. O oposto também ocorre, com os participantes questionando a orientação sexual das mulheres que apresentam comportamentos classificados como mais masculinos, como instalar isolante térmico em janelas.

Quer dizer, os participantes cujos comportamentos eram “compatíveis” com a percepção que as pessoas têm de seu gênero eram vistas como heterossexuais, e aqueles cujos comportamentos eram distintos do que é visto como típico do seu gênero eram mais percebidas como homossexuais.

Além disso, os homens apresentaram maior possibilidade de evitar mulheres que apresentam comportamentos ditos masculinos do que o contrário.

A professora de psicóloga Janet K. Swim disse que é importante entender essas consequências sociais de como as pessoas percebem certos comportamentos, porque essa percepção pode impedir que elas se engajem em atitudes que seriam benéficas para o ambiente. “As pessoas podem evitar certos comportamentos porque antecipam a impressão que outros terão delas”, disse Swim em comunicado da universidade.

Os pesquisadores também acrescentaram que o ambientalismo, em geral, é mais visto como feminino, pois se encaixa na percepção do papel de cuidadoras que a sociedade tem das mulheres.

A pesquisa foi publicada na revista científica “Sex Roles“.

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