Hubble capta os fracos fios que restam de uma galáxia que vai morrer

Desprovida da maior parte de seu material de formação estelar, a galáxia NGC 1947, na constelação de Dorado, irá desaparecendo com o tempo

A galáxia lenticular NGC 1947: com menos material de formação de estrelas, ela irá desaparecer com o tempo. Crédito: ESA/Hubble & Nasa, D. Rosario. Agradecimento: L. Shatz

A incomum galáxia lenticular da foto acima, conhecida como NGC 1947, perdeu quase todo o gás e poeira de seus braços espirais, que costumavam orbitar em torno de seu centro.

A NGC 1947 foi descoberta há quase 200 anos por James Dunlop, astrônomo escocês que mais tarde estudou o céu da Austrália. Ela só pode ser vista no hemisfério sul, na constelação de Dorado (O Dourado). Está a cerca de 40 milhões de anos-luz de distância da Terra.

A NGC 1947 mostra sua estrutura pela luminosidade de seu gás fraco restante e seu disco de poeira com milhões de estrelas. Nesta foto, tirada com o telescópio espacial Hubble, da Nasa/ESA, os tênues resquícios dos braços espirais da galáxia ainda podem ser vistos nos fios esticados de gás escuro que a circunda.

Sem a maior parte de seu material de formação estelar, é improvável que muitas novas estrelas nasçam dentro da NGC 1947. Com isso, a galáxia seguirá desaparecendo com o tempo.

Veja também

+ Invasão de vespas assassinas aumenta tensão com 2020 nos EUA
+ Anticoagulante reduz em 70% infecção de células pelo coronavírus
+ Assintomáticos: 5 dúvidas sobre quem pega o vírus e não tem sintomas
+ 12 dicas de como fazer jejum intermitente com segurança