Hubble examina intrigante “barra” no centro de galáxia

A NGC 1175 é uma das galáxias que hospedam essas barras, as quais serão investigadas em mais detalhes por novos telescópios da Nasa e da ESA

NGC 1175: uma barra corta o centro da galáxia. Crédito: Nasa/ESA Hubble & William Keel (Universidade do Alabama) e equipe do Galaxy Zoo

As galáxias se apresentam em uma variedade de formas e tamanhos. As galáxias espirais são caracterizadas por um núcleo brilhante e vastos braços giratórios de gás, poeira e estrelas. A galáxia NGC 1175, mostrada acima em foto do Telescópio Espacial Hubble, da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), também hospeda algo conhecido como “barra” de material que corta seu centro. As barras afetam a forma como o material circula por uma galáxia e parecem intrigantes de longe.

Quando vistas de frente, galáxias como essa têm uma morfologia ainda mais peculiar: suas regiões internas parecem mais espessas em algumas direções do que outras, fazendo com que adotem uma forma quadrada e parecida com um amendoim sem casca ou um gigantesco ‘X’.

A NGC 1175 foi observada como parte de uma proposta do Hubble chamada “Gemas dos Zoológicos da Galáxia”, para a qual vários cientistas cidadãos votaram nas galáxias que eles queriam que o Hubble observasse quando o telescópio tinha intervalos de tempo entre os projetos programados. A votação ocorreu na plataforma Zooniverse. A imagem acima inclui dados infravermelhos coletados pela Advanced Camera for Surveys do Hubble em 18 de julho de 2019.

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Apesar dos estudos que sugerem que a Via Láctea tem um núcleo em forma de “X”, ainda não está claro como e quando essas protuberâncias quadradas se formaram. Um estudo recente liderado por Sandor Kruk, pesquisador da ESA, usou dados do Hubble de alta resolução para explorar galáxias mais distantes que a NGC 1175. Os pesquisadores descobriram que essas protuberâncias quadradas começaram a se formar há cerca de 7 bilhões de anos, quando o universo tinha cerca de metade da sua idade atual.

Variedade de movimentos

Sua formação está relacionada à das barras galácticas, que se acredita terem sido constituídas cerca de 2 bilhões de anos antes do surgimento de protuberâncias de formas intrigantes. As estrelas dentro dessas barras orbitam o centro galáctico de formas complexas e dinâmicas, com uma variedade de movimentos verticais que contribuem para a morfologia quadrada central observada pelas galáxias.

O Hubble observou várias galáxias em forma de caixa/amendoim, incluindo a bela NGC 4710. Uma investigação mais aprofundada sobre essas galáxias intrigantes será possível pela próxima missão Euclid da ESA, que poderá pesquisar com que frequência essas protuberâncias surgem em um número muito maior de galáxias, e pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), sucessor do Hubble, que será capaz de observar galáxias incrivelmente distantes como essas para entender melhor sua história e formação. O JWST é um projeto que reúne Nasa, ESA e Agência Espacial Canadense.

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