Hubble fotografa Medusa celeste

Imagem retrata uma galáxia maior fundindo-se com outra menor, rica em gás, num processo que lança ao espaço fluxos de estrelas e poeira

A fusão da Medusa: imagem de impacto de duas galáxias se fundindo. Crédito: ESA/Hubble & Nasa/A. Adamo

Captada pelo Telescópio Espacial Hubble, a fusão da Medusa (NGC 4194), localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz, na constelação da Ursa Maior, não é exatamente um objeto astronômico, mas dois. Uma galáxia primitiva foi consumindo um sistema menor, rico em gás, lançando fluxos de estrelas e poeira para o espaço. Esses fluxos, vistos subindo do topo das galáxias em fusão, se assemelham às cobras contorcidas que a Medusa da mitologia grega tinha em sua cabeça no lugar dos cabelos. Foi daí que surgiu o nome do objeto.

No centro das galáxias em fusão existe uma área conhecida como olho da Medusa. Todo o gás frio acumulado ali provocou uma explosão de formação de estrelas. Isso faz com que essa região se destaque brilhantemente contra o fundo cósmico escuro.

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A NGC 4194 foi descoberta em abril de 1791 pelo astrônomo alemão naturalizado inglês William Herschel. Algumas semanas antes, Herschel havia descoberto o planeta Urano.