Hubble mostra uma fantástica imagem da nebulosa do Saco de Carvão

Também conhecida como Caldwell 99, essa nebulosa escura é um dos destaques do céu noturno do nosso hemisfério

Nebulosa do Saco de Carvão: destaque no céu noturno do hemisfério sul. Crédito: Nasa, ESA e R. Sahai (JPL); processamento: Gladys Kober (Nasa/Universidade Católica da América)

Esta imagem impressionante captura uma pequena região na borda da nebulosa do Saco de Carvão, ou Caldwell 99. Trata-se de uma nebulosa escura – uma nuvem densa de poeira interestelar que bloqueia completamente os comprimentos de onda visíveis de luz dos objetos atrás dela. Ela está localizada a aproximadamente 600 anos-luz da Terra e tem cerca de 100 anos-luz de extensão.

A Caldwell 99 é um objeto muito proeminente no céu noturno do hemisfério sul. Em uma noite clara, pode ser facilmente localizado a olho nu como uma mancha escura, sem estrelas, ao lado do Cruzeiro do Sul na constelação de Crux. É mais fácil de localizar no hemisfério sul durante o outono. (Observadores do hemisfério norte devem estar posicionados perto do equador e procurá-la na primavera.)

Vista por observadores estelares no hemisfério sul por milênios, a Caldwell 99 não tem descobridor. No entanto, os europeus souberam dela pela primeira vez com o explorador espanhol Vicente Yáñez Pinzón em 1499.

Estrela moribunda

O objeto no centro da imagem é uma nebulosa protoplanetária (muito menor). A fase da nebulosa protoplanetária é um estágio tardio na vida de uma estrela em que ela ejetou uma camada do gás hidrogênio e está se aquecendo rapidamente. Esse estágio dura apenas alguns milhares de anos. Ele se encerra quando a estrela central da nebulosa protoplanetária alcança aproximadamente 30 mil graus Kelvin (por volta de 29.730 graus Celsius).

Neste ponto, a estrela central está produzindo energia suficiente para fazer brilhar a sua concha de gás circundante, tornando-se o que é conhecido como uma nebulosa planetária.

As observações que compõem a imagem acima foram feitas usando a Advanced Camera for Surveys do telescópio espacial Hubble, da Nasa/ESA, em comprimentos de onda visível e infravermelho. Os astrônomos fizeram essas observações para aprender mais sobre a evolução de nebulosas protoplanetárias em nebulosas planetárias.

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