Hubble mostra uma nebulosa encantadoramente rósea

Grandes filamentos vermelhos dão à nebulosa da Íris, a 1.400 anos-luz da Terra, sua aparência diferenciada em relação a outras nebulosas de reflexão

Nebulosa da Íris: filamentos vermelhos indicam a presença de um composto químico desconhecido. Crédito: Nasa/ESA

A bela nebulosa levemente avermelhada apresentada acima é única entre suas contrapartes. Enquanto muitas das nebulosas visíveis no céu noturno são nebulosas de emissão – nuvens de poeira e gás que são quentes o suficiente para emitir sua própria radiação e luz –, a Caldwell 4, também conhecida como Nebulosa da Íris ou NGC 7023, é uma nebulosa de reflexão. Isso significa que sua cor vem da luz dispersa de sua estrela central, que fica aninhada nos abundantes campos estelares da constelação de Cefeu.

Localizada a cerca de 1.400 anos-luz de distância da Terra, a Nebulosa da Íris possui “pétalas” gasosas brilhantes com aproximadamente 6 anos-luz de diâmetro.

Essa nebulosa é de particular interesse para os cientistas por causa de suas cores. As nebulosas de reflexão brilham porque são feitas de partículas extremamente minúsculas de matéria sólida, até 10 ou até 100 vezes menores do que as partículas de poeira na Terra. Essas partículas difundem a luz ao seu redor, dando à nebulosa um brilho que é tipicamente azulado (como o nosso céu). Embora apareça predominantemente azul, a nebulosa da Íris inclui grandes filamentos de um vermelho profundo. Isso indica a presença de um composto químico desconhecido provavelmente baseado em hidrocarbonetos.

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Ingredientes de estrelas

Estudar nebulosas como essa ajuda os astrônomos a aprender mais sobre os ingredientes que se combinam para formar estrelas.

Esta imagem em close-up, mostrando uma região de cor rosada dentro de Caldwell 4, é uma composição de quatro exposições capturadas pela Advanced Camera for Surveys do telescópio espacial Hubble, da Nasa/ESA, em filtros visíveis e infravermelhos. Os astrônomos também estudaram a nebulosa com a câmera infravermelha próxima do Hubble e o espectrômetro multiobjeto para determinar quais elementos químicos estão presentes na Caldwell 4.

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