• IstoÉ
  • IstoÉ Dinheiro
  • Dinheiro Rural
  • Menu
  • Motorshow
  • Planeta
  • Select
  • Gente
  • GoOutside
  • Hardcore
Anuncie
Assine
Revista Planeta
MenuMenu
FECHAR
  • Home
  • Astronomia
  • Arqueologia
  • Ciência
  • Viagem
  • Espiritualidade
  • Siga-nos:Facebook
Ciência11/11/2021

Humanos aceleraram extinção do mamute-lanoso

Reconstituição de mamute-lanoso no Royal Victoria Museum, em Victoria (Canadá): nova pesquisa mostra que os humanos não foram responsáveis apenas pelo “golpe de misericórdia” de sua extinção. Crédito: Thomas Quine/Wikimedia Commons

11/11/21 - 07h43min

Uma nova pesquisa mostra que os humanos tiveram um papel significativo na extinção dos mamutes-lanosos na Eurásia, ocorrida milhares de anos depois do que se pensava.

Uma equipe internacional de cientistas, liderada por pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca), revelou um caminho de 20 mil anos para a extinção do mamute-lanoso. Seu estudo foi publicado na revista Ecological Letters.

“Nossa pesquisa mostra que os humanos foram um condutor crônico e crucial do declínio populacional de mamutes-lanosos, tendo um papel essencial no momento e no local de sua extinção”, disse o autor principal, Damien Fordham, professor associado do Instituto Ambiental da Universidade de Adelaide. “Usando modelos de computador, fósseis e DNA antigo, identificamos os próprios mecanismos e ameaças que foram essenciais no declínio inicial e posterior extinção do mamute-lanoso.”

Quatro milênios de antecipação

Assinaturas de mudanças anteriores na distribuição e demografia dos mamutes-lanosos identificados a partir de fósseis e DNA antigo mostram que as pessoas apressaram a extinção dos mamutes-lanosos em até 4 mil anos em algumas regiões.

“Sabemos que os humanos exploravam os mamutes-lanosos para obter carne, peles, ossos e marfim. No entanto, até agora era difícil separar os papéis exatos que o aquecimento climático e a caça humana tiveram em sua extinção”, disse Fordham.

O estudo também mostra que os mamutes-lanosos provavelmente sobreviveram no Ártico por milhares de anos a mais do que se pensava, existindo em pequenas áreas de habitat com condições climáticas adequadas e baixa densidade de humanos.

“Nossa descoberta de persistência de longo prazo na Eurásia confirma de forma independente a evidência ambiental recentemente publicada de DNA que mostra que mamutes-lanosos estavam vagando pela Sibéria há 5 mil anos”, disse Jeremy Austin, professor associado do Centro Australiano de DNA Antigo da Universidade de Adelaide.

Interações complexas

“Nossa análise fortalece e resolve melhor o caso de impactos humanos como um fator de declínio populacional e colapsos de alcance da megafauna na Eurásia durante o final do Pleistoceno”, disse David Nogues-Bravo, professor associado da Universidade de Copenhague e coautor do estudo. “Ela também refuta uma teoria prevalecente de que as mudanças climáticas por si só dizimaram as populações de mamutes-lanosos e que o papel dos humanos se limitava aos caçadores dando o golpe de misericórdia. E mostra que as extinções de espécies são geralmente o resultado de interações complexas entre processos ameaçadores.”

Os pesquisadores enfatizam que o caminho para a extinção do mamute-lanoso foi longo e duradouro, começando muitos milênios antes do evento de extinção final.

Saiba mais

+ CPF do remetente deverá constar nas encomendas enviadas pelos Correios
+ Por que Saturno é tão temido?
+ Astrônomos chegam a consenso sobre a idade do universo
+ Fã ‘faz diagnóstico’ de hérnia em Rafa Kalimann, que confirma
+ Corpo de responsável por câmeras de clube onde petista foi assassinado é encontrado no Paraná
+ Por que Saturno é tão temido?
+ Veja objetos, símbolos e amuletos que atraem riqueza
+ Anitta conta o que a levou a fazer tatuagem no ânus
+ Ancestral humano desconhecido deixou pegadas estranhas na África


Aquecimento