Iceberg gigante pode estar mudando de rota

Em imagens de satélite mais recentes, o A-68A, que se dirigia à Geórgia do Sul, aparece girando e pode ter começado a rumar para oeste

Mapa com a trajetória do iceberg A-68A até 8 de novembro, quando o bloco de gelo estava a 350 km da Geórgia do Sul: novas imagens (mais abaixo) sugerem uma possível mudança de direção no sentido oeste. Crédito: © contém dados modificados do Copernicus Sentinel (2017–20), processados pela ESA; Banco de Dados de Rastreamento de Iceberg da Antártida

O enorme iceberg A-68A ganhou as manchetes nas últimas semanas, à medida que se dirige para a Geórgia do Sul no Oceano Antártico. Novas imagens (mais abaixo), capturadas pela missão Copernicus Sentinel-1, mostram que o iceberg está girando e potencialmente indo para oeste.

Em julho de 2017, o bloco A-68 quebrou a plataforma de gelo Larsen C da Antártida, gerando um dos maiores icebergs já registrados, com mais de 5.000 km2.

Agora, três anos depois, o iceberg A-68A (maior pedaço do bloco, com cerca de 3.500 km2), está sendo carregado por correntes em águas abertas, a milhares de quilômetros de seu local de nascimento.

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Imagens de 15, 21 e 25 de novembro do A-68A: giro e possível mudança de direção. Crédito: © contém dados modificados do Copernicus Sentinel (2017–20), processados pela ESA
Rastreamento

A última imagem da missão Copernicus Sentinel-1, capturada em 25 de novembro, mostra que a ponta leste do iceberg está agora a apenas 255 km da Geórgia do Sul. Se o iceberg atingisse a costa da ilha, poderia potencialmente encalhar nas águas rasas litorâneas e ameaçar a vida selvagem local, incluindo pinguins, focas e krill.

Como esses animais precisam de acesso ao mar para se alimentar, o iceberg poderia facilmente bloquear suas rotas de forrageamento. Isso os impediria de alimentar seus filhotes. Também pode perturbar o ecossistema abaixo, esmagando animais e plantas no fundo do mar.

As missões de satélite estão sendo usadas para rastrear o iceberg em sua jornada nos últimos três anos. A missão de radar Sentinel-1, com sua capacidade de ver através das nuvens e da escuridão, foi fundamental no mapeamento das regiões polares no inverno.

Copernicus é o programa de observação da Terra da União Europeia (EU), coordenado e gerido pela Comissão Europeia em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), os estados-membros e as agências da EU.

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