Incêndios consumiram florestas na Antártida há 75 milhões de anos

Na época, América do Sul, África e Antártida estavam terminando de se separar e vastas queimadas varreram nosso planeta

Fragmento de carvão com tamanho semelhante a uma moeda é resquício de ancestral das araucárias. Crédito: Jorge de Lima, F; et al. Polar Research. 2021

Por volta de 75 milhões de anos atrás, grandes incêndios queimaram florestas no mundo todo, inclusive de áreas do continente que se tornaria conhecido como Antártida.

Amostras de carvão escavadas em 2015 e 2016 por pesquisadores brasileiros na ilha James Ross, no noroeste do continente gelado, são as evidências mais contundentes de que a Antártida não escapou do fogo – provavelmente causado por raios ou vulcanismo – no período Cretáceo. Naquela época, América do Sul, África e Antártida estavam terminando de se separar e vastas queimadas varreram o planeta. Havia fartas evidências disso no hemisfério norte, mas quase nada para a região austral do planeta.

Flaviana Jorge de Lima, paleobotânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e seus colaboradores analisaram duas amostras de carvão ao microscópio eletrônico e, por suas características morfológicas, concluíram que pertenciam a uma espécie primitiva de conífera da família das araucárias (Polar Research, 20 de outubro).

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

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