Inteligência artificial resolve cubo mágico em menos de um segundo

É a primeira vez que um sistema artificial aprende como resolver o cubo mágico sozinho, sem nenhum conhecimento específico prévio ou treinamento em jogos feito por humanos

cubo mágico
Inteligência artificial resolve cubo mágico em menos de um segundo / Foto: Steve Zylius / Universidade da Califórnia

Desde a década de 1970, milhares de pessoas gastaram muito tempo e muitos neurônios tentando alinhar com perfeição os quadradinhos coloridos do cubo mágico.

Agora, cientistas da Universidade da Califórnia mostraram que um sistema de inteligência artificial consegue resolver esse desafio em uma velocidade surpreendente: menos de um segundo.

Não é a primeira vez que sistemas artificiais montam o cubo mágico. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), por exemplo, construíram um robô que resolvem o quebra-cabeças em menos de um segundo também.

Veja o vídeo do MIT, de março de 2018:

Porém, essa é a primeira vez que um sistema aprende como resolver o cubo mágico sozinho, sem nenhum conhecimento específico prévio ou treinamento em jogos feito por humanos.

O sistema de inteligência artificial foi batizado de DeepCubeA e é um algoritmo de aprendizado de reforço profundo programado por cientistas da computação e matemáticos da UCI. “Ele aprendeu sozinho’, disse Pierre Baldi, professor de ciências da computação da Universidade.

Segundo os pesquisadores, primeiro eles criaram uma simulação em computador de um quebra-cabeça completo e depois embaralharam o cubo. Então, o DeepCubeA treinou em isolamento por dois dias, resolvendo uma série cada vez mais difícil de combinações.

Os humanos mais rápidos em montar o cubo mágico levam pelo menos 50 movimentos para chegar ao resultado final. O DeepCubeA consegue fazer isso com apenas 20 movimentos. Baldi diz que o algoritmo usa diferentes estratégias para resolver o quebra-cabeça, e que ele acredita que a forma de raciocínio do sistema é diferente da forma humana.

Segundo Baldi, o objetivo desse tipo de experimento é criar uma inteligência artificial mais avançada do que a que temos hoje, que está presente em aplicativos de assistência no celular como Siri e Alexa e em algoritmos de redes sociais e outros serviços online. “A questão é como criamos uma IA avançada que seja mais esperta, robusta e capaz de raciocinar, entender e planejar”, diz.

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