Livros

Imagens de um Brasil desconhecido

Lançamento da Editora Céu Azul de Copacabana reúne fotografias e reflexões do fotógrafo carioca Felix Richter sobre os dois maiores ecossistemas do País: o Pantanal e a Amazônia, um retrato sensível de regiões onde a ordem é o equilíbrio natural. Segundo o autor argumenta, é exatamente nessa harmonia existente na natureza e entre as diferentes espécies que nela habitam que se encontra a verdadeira lição de vida a ser aprendida pela humanidade.

Lições de um Brasil selvagem, Felix Richter, Editora Céu Azul de Copacabana, 74 páginas, R$ 69. Fascinado pelo Pantanal e pela Amazônia, Felix Richter fez 18 incursões a esses dois ecossistemas brasileiros, em oito anos. Em uma delas, na terceira e última viagem à Floresta Amazônica, ele conta que viu uma estrela cadente e descreve a cena: “Passou a poucos centímetros da lua cheia, que pintava uma faixa dourada no rio Negro. Eu estava na poupa de um barco, e o silêncio da floresta era uma sinfonia de insetos e anfíbios. Lembrei-me então da lenda de que uma estrela cadente dá direito a um pedido. Envolto por toda beleza do mundo, cerrei os olhos para enxergar. O que, naquele instante tão especial, eu poderia pedir? Fortuna, felicidade, sucesso, reconhecimento, amor ou paixão? Abri os olhos, fitei a lua e fiz o mais sincero dos pedidos: que a natureza aceitasse a minha eterna gratidão.”

Resultado de 18 viagens ao Pantanal e à Amazônia, o livro retrata a harmonia da natureza e a convivência entre as várias espécies que ali vivem.

Movido por esse sentimento e com uma Canon digital e uma Rolleiflex das antigas às mãos, o profissional carioca captou centenas de imagens da fauna e flora do Pantanal e da Amazônia, retratando papagaios, araras, tucanos, jacarés, onças, jararacas, sucuris e até lobos descansando, quando ele estava posicionado a apenas dez metros dos animais. O resultado de tantos anos de andanças surge agora e pode ser conhecido neste lançamento da Editora Céu Azul de Copacabana.

Além de memoráveis fotografias, a publicação traz ainda textos do profissional. São reflexões que ora revelam detalhes do perfeito equilíbrio existente no interior desses dois grandes ecossistemas brasileiros, ora denunciam a paixão do profissional por esse Brasil selvagem, onde a harmonia da natureza e a convivência entre as diferentes espécies são as verdadeiras lições a ser aprendidas pelo bicho homem, segundo ele próprio acredita.

Não-ficção

Seguindo a trilha de São Francisco

Na estrada com São Francisco de Assis – Uma viagem pela Úmbria e Toscana, Linda Bird Francke, Editora Record, 326 páginas, R$ 38,30.

Diário de uma viagem realizada pela autora que, inspirando-se em textos medievais, percorreu os passos de São Francisco de Assis, o santo católico que peregrinou pela Itália central e litorânea durante 20 anos.

Partindo de Assis – um pequeno burgo da Úmbria -, ela visitou Siena, Bologna, Veneza, Gúbio e Roma, entre outras cidades italianas que integram o trajeto que conduziram São Francisco de Assis rumo à santidade no século 18.

Paralelamente, a escritora discorre sobre fatos marcantes da vida do santo católico, como o seu relacionamento com Santa Clara e os milagres feitos por ele, num relato que transpõe o leitor ao cenário que inspirou o amor de São Francisco de Assis pela natureza, pelos animais e por todos os seres vivos.

Não-ficção

Aventura no topo do mundo

Everest – O diário de uma vitória, Waldemar Niclevicz, Editora Record, 226 páginas, R$ 35. Nesse relato, o consagrado alpinista brasileiro conta detalhes sobre a sua primeira tentativa para chegar ao topo do Pico Everest, uma aventura realizada por ele em 1991. Niclevicz, no entanto, não conseguiu realizar o seu objetivo nesta viagem: quando estava a apenas 300 metros do cume, teve de desistir por problemas com as garrafas de oxigênio.

Perseverante, em 1995, ele voltou ao Everest, dessa vez, pela vertente tibetana. Finalmente, depois de alguns acidentes de percurso, temperaturas altamente congelantes, ventos intensos, muitos sacrifícios e um incontável número de peripécias e façanhas, ele levou a Bandeira Nacional ao ponto mais alto do planeta, uma experiência que ele agora divide com os leitores.

Estante Literária

Afirmações científicas de cura, Paramahansa Yogananda, Ed. Lótus do Saber, 96 págs., R$ 20. A reedição do texto original publicado em inglês pelo autor em 1929 acaba de chegar ao Brasil. Na obra, o mestre Paramahansa Yogananda ensina várias técnicas teóricas e práticas para que o leitor obtenha a libertação das doenças da mente, do corpo e da alma.

A inocência dos pássaros, Scott Simon, Ed. Bertrand Brasil, 490 págs., R$ 49. O romance do jornalista que cobriu o cerco a Saravejo conta como Irena, uma garota de 17 anos, depois de iniciada a violência e o terror da “limpeza ética” contra os mulçumanos, se torna uma atiradora de elite, numa Saravejo que se transformou em verdadeiro campo de batalha.

Ensinando seus filhos a pensar, Myrna B. Sutre e Theresa F. DiGeronimo, Ed. Cultrix, 176 págs., R$ 26,90. Com o subtítulo “Como ajudar os seus filhos a resolver os conflitos do dia-a-dia e se dar bem com as pessoas”, esse livro traz o programa educacional das autoras, que visa ajudar os pais a ensinarem os filhos como pensar.

O embrião humano – Na fecundação, o marco da vida, Giovanni Cipriani, Ed. Paulinas, 136 págs., R$ 21,50. O missionário e pároco e faz uma exposição científica, filosófica e teológica sobre o tema, apresentando os dados e as discussões mais recentes sobre anencefalia, células-tronco, clonagem e aborto.

A ética budista e o espírito econômico do Japão, Ricardo Mário Gonçalves, Ed. Elevação, 168 págs., R$ 22,40. Analisa a relação entre a prática dos valores budistas e o desenvolvimento econômico do Japão no século 17, explicando como o budismo influenciou o crescimento econômico do Japão pré-industrial e como esse país tornou-se uma das grandes potências mundiais.

Os apóstolos – Uma introdução às origens da fé cristã, papa Bento 16, Ed. Pensamento, 208 págs., R$ 26. Nessas páginas, o papa Bento 16 discorre sobre a importância e missão dos apóstolos, afirmando que “depois de Maria, reflexo puro da luz de Jesus, é por meio da palavra e do testemunho dos apóstolos que a humanidade recebe a verdade de Cristo”.

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