Magnata doa US$ 150 milhões para ciências humanas em universidade

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Schwarzman: filantropo americano tem uma duradoura ligação com a área de Humanidades. Foto: Fórum Econômico Mundial/ R. Steinegger/Wikimedia

O bilionário americano Stephen Schwarman, cofundador e CEO da Blackstone, uma das maiores empresa de investimento do mundo, doou 150 milhões de libras (cerca de R$ 727 milhões) para a Universidade de Oxford (Inglaterra) criar um centro dedicado ao estudo de ciências humanas. É, segundo a instituição informou anteontem, a maior doação que recebeu de uma única pessoa desde o Renascimento.

O Centro Stephen A. Schwarzman para as Humanidades servirá como um centro dinâmico dedicado a essa área do conhecimento – os campos que informam nossa compreensão e apreciação da experiência humana, afirma a universidade em um comunicado oficial. Pela primeira vez na história da instituição, os programas de Oxford em inglês; história; linguística, filologia e fonética; línguas medievais e modernas; música; filosofia; e teologia e religião serão alojados em conjunto com uma nova biblioteca em um espaço projetado para encorajar o aprendizado experimental e a experimentação através do estudo interdisciplinar e colaborativo.

O Centro Schwarzman abrigará o novo Instituto de Ética em Inteligência Artificial de Oxford, que se baseará nas capacidades de classe mundial da universidade nas ciências humanas para conduzir o estudo das implicações éticas da inteligência artificial e outras novas tecnologias de computação.

O edifício incluirá artes cênicas e locais de exposição projetados para envolver a comunidade de Oxford e o público em geral, além de atrair novos públicos. As amenidades modernas e as capacidades digitais permitirão que as coleções e as pesquisas de Oxford na área de humanidades sejam compartilhadas externamente.

 

Responsabilidade das ciências humanas

“Essa doação generosa de Stephen A. Schwarzman marca um endosso significativo do valor das Humanidades no século 21 e da Universidade de Oxford como líder mundial no campo”, comentou Louise Richardson, vice-reitora da Universidade de Oxford, no comunicado. “O novo Centro Schwarzman abrirá um programa cultural vibrante para o público e permitirá que Oxford permaneça na vanguarda da pesquisa e do ensino, ao mesmo tempo que demonstra o papel crítico que as Humanidades terão para ajudar a sociedade humana a navegar pelas mudanças tecnológicas do século 21.

Schwarzman acrescentou: “Tenho orgulho de fazer parceria com a Oxford para estabelecer o Centro Stephen A. Schwarzman para as Humanidades, que unirá as faculdades de Humanidades de Oxford pela primeira vez, incluir um novo Instituto de Ética em IA para explorar questões cruciais que afetam o local de trabalho e, além disso, oferecer modernas instalações de artes cênicas que aprofundarão o envolvimento de Oxford com o público. Por quase mil anos, o estudo das humanidades em Oxford tem sido fundamental para a civilização ocidental e para a erudição. Precisamos garantir que seus insights e princípios possam ser adaptados ao mundo dinâmico de hoje. A liderança global de longa data da Oxford nas Humanidades posiciona-a exclusivamente para alcançar esse importante objetivo.”

Oxford tem sido uma instituição de vanguarda no mundo no estudo de ciências humanas e ética por quase 1.000 anos. Sua Divisão de Humanidades atrai estudantes, pesquisadores e professores de todo o mundo, e 25% de todos os estudantes de Oxford buscam estudos em ciências humanas.

Schwarzman é um filantropo com ligações íntimas com as áreas de educação, cultura e artes. Entre suas mais recentes realizações nesse campo, em outubro de 2018 ele anunciou um presente de US$ 350 milhões para estabelecer o MIT Schwarzman College of Computing, um centro interdisciplinar que irá reorientar o Massachusetts Institute of Technology para abordar as oportunidades e desafios apresentados pela ascensão da inteligência artificial.

Em 2015, Schwarzman doou US$ 150 milhões para a Universidade Yale (onde se formou) estabelecer um centro universitário inédito e também concedeu US$ 50 milhões para o Fundo de Bolsas para Cidades, que oferece assistência a crianças carentes frequentando escolas católicas na Arquidiocese de Nova York. Em 2007, ele doou US$ 100 milhões para a Biblioteca Pública de Nova York, de cujo conselho faz parte.

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