Maior parque eólico no mar do mundo entra em funcionamento

Além de ser o maior do mundo em geração de energia, também é o mais distante da costa, e suas operações estão começando antes mesmo que a construção total seja concluída

Parque eólico no mar: por ora, desnecessário no Brasil (Foto: iStockphoto)

Começaram a funcionar 50 das 174 turbinas do que será o maior parque eólico offshore (no mar) do mundo, o Hornsea One. Nesta primeira etapa do projeto, que está dentro do cronograma, já gera eletricidade para mais de 287.000 residências.

Quando estiver totalmente operacional, em meados de 2020, será capaz de abastecer mais de um milhão de residências no Reino Unido com eletricidade limpa, que é mais que o dobro da capacidade de energia do parque eólico anterior para manter o recorde mundial.

Além da sua capacidade sem igual, a fazenda elétrica também é detentora de outro recorde mundial: Hornsea One está localizada a 120 quilômetros da costa de Grimsby, na Inglaterra, a maior distância alcançada até hoje.

No início desta semana, a empresa de energia escandinava Ørsted colocou a primeira das duas equipes operacionais do projeto para começar a operar e manter o parque eólico 24 horas por dia, sete dias por semana, durante os seus próximos 25 anos de duração.

Cada uma das equipes passará duas semanas no mar, permanecendo em um navio de operações de serviços de última geração, equipado com 40 cabines, uma sala de jogos, conexão à internet e até mesmo uma academia.

(Crédito: Divulgação)

“A Hornsea One muda o jogo na forma como produzimos eletricidade limpa em todo o mundo. É o primeiro de uma nova geração de parques eólicos offshore, que são muito maiores do que qualquer um já tentou construir antes”, afirma Morten Holm, chefe de operações da fazenda.

Para o ministro de energia e crescimento limpo do Reino Unido, Chris Skidmore, este é um exemplo de inovação e liderança britânica na energia eólica offshore e permitindo que o Reino Unido avance a passos largos na sua meta de prover um terço da eletricidade por meio do vento offshore até 2030.

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