Meio-dia na Antártida em 1º de julho: o Sol começa a voltar

Desaparecido em maio, o Sol será totalmente visível na estação antártica de Concordia apenas em meados de agosto

A foto de Smith: em vez de sol a pino, um modesto feixe de luz no horizonte. Crédito: ESA/IPEV/PNRA – N. Smith

Mais de uma quinzena após o solstício de inverno de 21 de junho na Antártida, a equipe da Base Concordia (ou Estação de Pesquisa Concordia) está dando as boas-vindas lentamente ao retorno da luz do sol. Inaugurada em 2005, essa estação ítalo-francesa recebe regularmente cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) para pesquisas. Esta foto foi tirada por Nick Smith, médico patrocinado pela ESA, em 1º de julho, ao meio-dia.

A tripulação de 12 membros na Base Concordia, localizada no planalto montanhoso denominado Dome C, passou os últimos meses em completa escuridão. O Sol desapareceu em maio e não será totalmente visível novamente até meados de agosto. Esta imagem do meio-dia sinaliza o início do fim do inverno no continente gelado.

Confinada em condições extremas, a equipe em Concordia – uma das três estações antárticas habitadas durante todo o ano – encontra consolo nas tradições. O meio do inverno geralmente inclui votos de boa sorte de outras estações antárticas e subantárticas, bem como de projetos comunitários. A equipe preparou este ano sua própria cerveja para marcar a ocasião.

Isolamento completo

Além de oferecer cerca de nove meses de isolamento completo, a localização de Concordia, a 3.233 metros de altitude, significa que a equipe experimentará hipóxia hipobárica crônica – falta de oxigênio no cérebro. As temperaturas podem cair para -80°C no inverno, com uma média anual de -50°C. A temperatura no momento desta imagem era de -65°C, com sensação térmica de cerca de -80°C.

Como uma estação instalada no espaço mais hostil da Terra, Concordia é um substituto ideal para estudar os efeitos psicológicos e fisiológicos humanos do frio extremo, do isolamento e da escuridão.

Nick Smith está trabalhando em sete experimentos, observando em geral os efeitos do isolamento, confinamento e ambiente extremo, análogo a uma estação lunar ou marciana, em atenção plena (mindfulness), cognição, tomada de risco, tomada de decisão, sistema imunológico, estresse, saúde ocular, segurança sexual e dinâmica social. Ele coletou muitas amostras e questionários nos últimos nove meses.

Novo grupo

Os ocupantes da base estão se dirigindo para a reta final de sua residência na Antártida, que trará não apenas a luz do sol, mas também um novo grupo. A chegada de pesquisadores para a temporada de verão significa muito trabalho preparatório para a atual equipe.

Nas próximas semanas, eles precisarão tirar neve da pista de esqui e da parte externa da estação, fazer uma grande limpeza e, no caso de Nick, preparar suas amostras para retornar à Europa.

As aventuras em Concordia podem ser acompanhadas no blog Chronicles from Concordia.

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