Microagulhas são nova arma para tratar câncer de pele

Em testes, curativo com agulhas microscópicas que se dissolvem no organismo criado por pesquisadores brasileiros conseguiu destruir 95% das células doentes

O novo curativo: injeção de ácido aminolevulínico em camadas mais profundas da pele do que o uso de cremes à base do composto. Crédito: Cefop

Um curativo formado por centenas de agulhas microscópicas que se dissolvem no organismo promete aprimorar o tratamento do câncer de pele com terapia fotodinâmica, que usa luz para ativar compostos que destroem as células tumorais.

As microagulhas permitem injetar ácido aminolevulínico em camadas mais profundas da pele do que o uso de cremes à base do composto. Ativado por um laser, o ácido desencadeia a produção de compostos tóxicos para as células doentes.

Testes com animais de laboratório portadores de uma forma humana de câncer de pele indicaram que as microagulhas aumentaram para 95% a proporção de células destruídas, esse número era de 83% nos animais tratados com creme tópico (“Journal of Biophotonics”, 27 de setembro).

“Para tornar a técnica tão eficiente quanto a cirurgia, precisamos melhorar o índice de destruição do tumor”, afirma o físico Vanderlei Bagnato, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, coordenador do estudo e do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp.

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