Morre apresentador Larry King aos 87 anos

Ele estava internado desde dezembro em hospital de Los Angeles por complicações da covid-19. Comunicador fez história na TV americana, comandando programa na CNN por mais de 25 anos.O apresentador americano Larry King morreu neste sábado, aos 87 anos, em um hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde estava internado após apresentar sintomas de covid-19.

“É com profundo pesar que a Ora Media anuncia a morte de nosso co-fundador, apresentador e amigo Larry King, que faleceu nesta manhã no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles”, informa um comunicado veiculado no perfil do próprio comunicador no Twitter.

A apresentador, que comandou um programa de entrevistas por mais de 25 anos na emissora americana CNN, estava internado desde o início deste mês, devido complicações provocadas pela infecção pelo novo coronavírus.

A causa da morte não foi divulgada, mas a CNN havia informado no dia 2 de janeiro que King estava hospitalizado havia mais de uma semana com covid-19.

“Durante 63 anos, nas plataformas de rádio, televisão, meios digitais, as milhares de entrevistas, prêmios e elogios globais de Larry, são um testemunho de seu talento único e duradouro como comunicador”, prossegue a nota veiculada no Twitter.

Em maio de 2019, King, que tinha diabetes, sofreu um derrame cerebral, semanas depois de ter sido operado para a colocação de um stent, elemento metálico utilizado para combater o entupimento de artérias.

Além disso, ao longo da sua vida ainda teve um ataque cardíaco, em 1987, e lutou contra câncer no pulmão e na próstata.

Em 2002, sofreu um duro golpe quando, em pouco mais de três semanas, perdeu dois filhos: Andy, de 65 anos, vítima de um ataque cardíaco, e Chaia, de 51, de câncer no pulmão.

Filho de imigrantes judeus

Lawrence Harvey Zeiger nasceu no bairro novaiorquino do Brooklyn, filho de imigrantes judeus da Áustria e de Belarus. O pai morreu de um ataque cardíaco. A mãe criou seus dois filhos trabalhando como costureira e com ajuda de assistência social.

Larry sonhava com uma carreira no rádio. Por recomendação de um locutor de TV, ele se mudou para a Flórida, onde havia demanda por apresentadores num mercado de rádio em crescimento. Em 1957, entrou no ar pela primeira vez.

Seu chefe considerava o sobrenome judaico Zeiger como “étnico demais” e sugeriu o nome artístico King, inspirado por um anúncio de bebida de jornal.

Sua carreia de rádio e jornal balançou quando em 1971 King foi preso e acusado de furto por um ex-parceiro de negócios. O caso foi arquivado, mas levou vários anos antes que ele retomasse a carreira.

O popular Larry King Show na rede MBS se tornou então o precursor de seu famoso programa de televisão, que estreou em 1985. Foi a primeira transmissão em que os espectadores podiam telefonar para participar ao vivo.

King entrevistava políticos, atletas, heróis americanos e figuras curiosas. Mesmo na corrida para a Casa Branca, parecia que os candidatos primeiro tinham que passar pelo seu programa. O empresário Ross Perot anunciou sua candidatura em 1992 ao vivo no programa – e perdeu a eleição.

Brando, Gaga, Sinatra

King levou o tímido Marlon Brando diante de suas câmeras, assim como os Beatles, Frank Sinatra, Lady Gaga e o rapper Snoop Dogg. Em 1995, King conseguiu unir diante de seu microfone três protagonistas do conflito do Oriente Médio: o líder palestino Yasser Arafat, o rei Hussein da Jordânia e o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin.

Mesmo um homem chamado Donald Trump sentou-se diante de King, embora ainda na época em que era empresário imobiliário. Trump surpreendeu certa vez o entrevistador com um comentário no programa sobre o mau hálito de King.

Em 2016, King disse que Trump é um “ótimo amigo”, mas não poderia votar nele para presidente.

O então presidente Barack Obama descreveu King como um “gigante” da sua profissão, quando este anunciou em 2010 o fim de Larry King Live após 25 anos.

Segundo a CNN, ele na sua carreira de 53 anos no rádio e na TV, ele conduziu TV cerca de 50 mil entrevistas.

MD/efe/dpa/efe

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