Mudança climática reduzirá cultivo da banana no Brasil e no mundo

Condições que favoreceram plantio de bananas nas últimas décadas poderão desaparecer por completo até 2050

Banana: condições favoráveis ao cultivo poderão desaparecer totalmente até meados do século. Foto: Max Pixel

As mudanças climáticas podem afetar negativamente o cultivo de banana em alguns dos países produtores e exportadores mais importantes do mundo, como o Brasil, afirmam cientistas britânicos. O estudo, liderado por Dan Bebber, da Universidade de Exeter (Inglaterra), foi publicado ontem na revista “Nature Climate Change”.

Embora muitos relatórios tenham analisado o impacto das mudanças climáticas na produção agrícola, o efeito do aumento da temperatura e da mudança das chuvas em culturas tropicais cruciais como a banana é menos conhecido. Essa fruta é reconhecida como a mais importante em termos econômicos, fornecendo comida, nutrição e renda para milhões de pessoas em todo o mundo.

O novo estudo analisou o impacto recente e futuro das mudanças climáticas nos principais produtores e exportadores de bananas do mundo. Os cientistas avaliaram a sensibilidade climática da produtividade ou rendimento global de bananas de sobremesa usando técnicas sofisticadas de modelagem.

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A análise dos dados colhidos revelou que 27 países, responsáveis ​​por 86% da produção mundial de banana para sobremesa, tiveram um aumento médio no rendimento das colheitas desde 1961 devido às mudanças climáticas. As alterações resultaram em condições de crescimento mais favoráveis.

Mas o relatório também sugere que esses ganhos poderão ser significativamente reduzidos ou desaparecer por completo até 2050 se a mudança climática continuar na taxa esperada.

Declínio significativo

Os autores observam que 10 países – incluindo a Índia (maior produtor e consumidor mundial de banana) e o Brasil (quarto maior produtor) – deverão ter um declínio significativo no rendimento das culturas. Também integram a lista Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Panamá e Filipinas, todos grandes exportadores.

O estudo destaca ainda que alguns países – incluindo o Equador (o maior exportador) e Honduras, além de vários países africanos – podem ver um benefício geral no rendimento das culturas.

Bebber, professor sênior de biociências da Universidade de Exeter, disse: “Estamos muito preocupados com o impacto de doenças como o [fungo] Fusarium wilt nas bananas, mas os impactos das mudanças climáticas foram amplamente ignorados. Haverá vencedores e perdedores nos próximos anos, e nosso estudo pode estimular os países vulneráveis ​​a se prepararem através de investimentos em tecnologias como a irrigação”.

Ele acrescentou: “É imperativo que invistamos na preparação da agricultura tropical para futuras mudanças climáticas”.

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