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Conheça terráqueos interessantes recémidentificados pelos biólogos. Em dez anos os cientistas conseguiram descobrir - antes que desaparecessem - 250 mil novas espécies da biodiversidade.

Ainda Não tenho nome em linguaguem científica. Sou um gafanhoto-de-olhos-cor-de-rosa da família Caecidia, da Papua-Nova Guiné, Oceania. Moro na canópia da floresta, ou seja, no alto da copa das Árvores, e me alimento exclusivamente de flores. Em 2009, um grupo de biólogos do Programa Inventário Rápido da Conservation International capturou 42 dos meus pa rentes nas montanhas da Cordilheira Muller. Vinte eram desconhecidos da ciência. Ficaram impressionados comigo, e eu com eles. Minha espécie está aqui há milhares de anos, mas só agora fomos apresentados. Vocês são tipos intrigantes.

Em todo o planeta os biólogos correm para descobrir, antes que desapareçam, as espécies desconhecidas da biodiversidade, que podem conter informações vitais para o futuro do conhecimento. Estima-se que existam 30 milhões de espécies de animais, plantas e micro-organismos por descobrir. Só 1,75 milhão foram estudadas cientificamente até hoje. A extinção das espécies é um fato natural da evolução, tanto que 99% dos seres que já viveram foram extintos. Mas a velocidade da globalização transformou a marcha da evolução num atropelo. O crescimento demográfico, a expansão econômica e o uso excessivo dos recursos naturais imprimiram um ritmo de desaparecimento 100 vezes mais rápido do que o ritmo natural. A cada ano, 50 espécies se aproximam da extinção. Os biólogos correm contra o tempo, numa corrida difícil de vencer. Só na última década descobriram 250 mil espécies. Veja quantos terráqueos interessantes eles já descobriram.

GAMBÁ-DE-RABO-LONGO

O gambá-de-rabo longo da família Distoechurus sp foi capturado numa armadilha de insetos noturnos armada por biólogos nas montanhas da Papua-Nova Guiné. Provavelmente, ele mesmo tentava capturar traças para comer. Sua análise genética provou-se inteiramente diferente de marsupiais similares, da família Acrobatidae, existente no norte da Austrália. Sua dieta baseia-se em néctar de frutas.

 

 

 

ARANHA SALTADORA

Esta nova espécie de aranha saltadora, da família Orthrus sp, também foi descoberta nas montanhas da Papua-Nova Guiné, em 2008. Ainda não se sabe nada sobre ela.

 

 

MORCEGO-DA-FRUTA

Este é o morcego-da-fruta da família Nyctimene sp, da Cordilheira Muller, da Papua-Nova Guiné, um hiperativo distribuidor de sementes da floresta tropical. Sua boca e nariz amarelos emitem ondas ultrassônicas que à noite vasculham o ambiente e retornam como eco, detectando os insetos, as frutas e as sementes que come. Os restos de refeições distribuídos a esmo dão uma importante contribuição à polinização. Há 1.116 espécies de morcego estudadas, mas este mamífero voador, endêmico das montanhas da Nova Guiné, surpreendeu os biólogos. Se fosse norte-americano, seria confundido com Yoda, o jedi do filme Guerra nas Estrelas, de George Lucas.

 

LÊMURE FORQUILHA-COROADO

Esta nova espécie de lêmure forquilha-coroado, das florestas da Ilha de Madagascar, na costa oriental da África, foi descoberta pelo biólogo Russell Mittermeier, presidente da Conservation International. O animal, do gênero Phaner, apresenta listras pretas no rosto que começam no nariz e se juntam nas costas, na forma de um Y invertido. Há cerca de 100 espécies de lêmure em Madagascar, animais de hábitos noturnos, primatas evoluídos tardiamente que sobreviveram graças à inexistência de predadores. Na última década, foram descobertas 42 espécies de lêmure na ilha.

 

MACACO TITI

Em 2005, em Collpa, na Amazônia peruana, a Conservation International descobriu um novo primata da família Callicebus sp, o macaco chamado de Titi pelos índios. O pêlo avermelhado distingue a espécie.

 

 

 

SAPO VERDE

A 30 metros de altura, na copa da floresta, vive o barulhento sapo verde da Cordilheira Muller, da Papua-Nova Guiné. À noite, os machos anunciam sua presença emitindo um estridente coaxar. O barulho acabou orientando a captura de alguns indivíduos. O DNA do animal está sendo investigado pelos biólogos Stephen Richards e Chris Dahl.

 

 

RATO-DE-RABO-BRANCO

Nas Montanhas Nakanai, na Papua-Nova Guiné, foi descoberto este rato-de-rabo-branco, vivendo a 1.600 metros acima do nível do mar. Não há registro de parentes próximos. O animal representa a descoberta não só de uma espécie, mas de um novo gênero. O rato montês tem pés pequenos e dentes incisivos protuberantes, usados para cavar. Vive em tocas sob o chão da floresta.

COMEDOR-DE-MEL-DE-PAPO-VERMELHO

Na Indonésia, os biólogos descobriram, em 2005, esta nova espécie de comedor-de-mel-depapo- vermelho, nas montanhas Foja. A ave ganhou o nome científico de Melipotes carolae.

 

 

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