Natureza (quase) morta

© MARCO BERTORELLO / AFP

Convivendo com clima árido ou semiárido entre 55 milhões e 80 milhões de anos, o deserto de Namibe, no sudoeste da África, é considerado por muitos estudiosos como o mais antigo do mundo. Parte de suas enormes dunas de areia, montanhas dispersas e planícies cobertas com cascalho integra o Namib-Naukluft National Park, na Namíbia, a maior reserva animal da África em extensão. Viver ali é formidavelmente complicado, mas algumas espécies endêmicas de vegetação rasteira, cobras, lagartos, insetos, hienas, antílopes e chacais conseguem a proeza.

O Dead Vlei (“Pântano Morto”, numa tradução literal da expressão que mistura inglês e africâncer), mostrado na foto, é um exemplo da estranha beleza da paisagem desse deserto. Há 900 anos, a área era um oásis povoado por acácias, mas o rio que o abastecia mudou seu curso. O que resta hoje é uma planície recoberta por uma camada de argila e sal, na qual despontam os restos das acácias, enegrecidos pelo sol inclemente.

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