• IstoÉ
  • IstoÉ Dinheiro
  • Dinheiro Rural
  • Menu
  • Motorshow
  • Planeta
  • Select
  • Gente
  • GoOutside
  • Hardcore
Anuncie
Assine
Revista Planeta
MenuMenu
FECHAR
  • Home
  • Astronomia
  • Arqueologia
  • Ciência
  • Viagem
  • Espiritualidade
  • Siga-nos:Facebook
Featured17/01/2022

Nem cavernas escapam da ‘boiada’ antiambiental de Bolsonaro

Interior de um dos salões da Caverna do Diabo, atração turística no interior paulista: patrimônios naturais como esse ficam sob risco com a nova legislação governamental. Crédito: Adelano Lázaro/Wikimedia Commons

17/01/22 - 10h19min

A nova boiada governamental atingiu em cheio as cavernas brasileiras. Decreto do presidente publicado no último dia 12/1 alterou as regras de forma a permitir a destruição de todo tipo de caverna, independentemente de seu grau de relevância. Como destacou o Estadão, mexer com cavernas eleva o risco de novas epidemias e pandemias como a do coronavírus: segundo a OMS, ele passou de morcegos, que vivem justamente nesses ambientes, para humanos.

Ouvido pel’O Globo, Enrico Bernard, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros (SBEQ), explicou que a legislação anterior impedia que cavernas de máxima relevância sofressem qualquer tipo de impacto justamente por abrigarem espécies raras. Segundo ele, “isso é um desastre e de muito interesse para empresas mineradoras”.

A (o) eco, Bernard alertou que “se baixarem uma norma que mineração é atividade de utilidade pública, isso abre a porteira para que os órgãos ambientais estaduais passem a considerar toda a atividade de mineração de utilidade pública e possam autorizar os impactos nas cavernas de máxima relevância. A boiada está em curso”.

Mineração autorizada

Suely Araújo, do Observatório do Clima, explicou ao Jornal Nacional que o decreto “passa a admitir empreendimentos de infraestrutura junto a essas áreas e passa a admitir mineração, o que é um absurdo minerar, por exemplo, numa caverna que seja única. Nenhuma compensação vai ser satisfatória no caso das cavernas de relevância máxima. Essa é a questão”. A reportagem lembrou que foi numa caverna que o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, foi localizado.

Segundo o Correio Braziliense, a assinatura do decreto pode repercutir negativamente na imagem do Brasil no exterior. Segundo a matéria, nos bastidores até mesmo aliados do governo admitem que a questão ambiental é um grande obstáculo para o Brasil voltar a atrair investimento estrangeiro e voltar a crescer.

A desculpa oficial pode ser encontrada em matérias da CNN e da Folha: em nota, os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia alegam que as mudanças “criam a possibilidade de investimentos em projetos estruturantes fundamentais, geradores de emprego e renda, como rodovias, ferrovias, mineradoras, linhas de transmissão e energias renováveis”.

Pelas redes sociais, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) anunciou a ajuização de uma ação para derrubar o decreto que, segundo ele, ofende o artigo 225, § 1º, III, da Constituição. O senador também apresentou um projeto de decreto legislativo para anular a norma publicada por Bolsonaro.

A boiada cavernosa foi abordada no Valor, que também noticiou a iniciativa de Contarato.

Saiba mais
+ Carolina Dieckmann pede R$ 9 milhões por mansão no Rio
+ IPVA 2022 SP: veja como consultar e pagar o imposto
+ Um gêmeo se tornou vegano, o outro comeu carne. Confira o resultado
+ Reencarnação na história: uma crença antiquíssima
+ O que se sabe sobre a flurona?
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua

caverna