Nervo artificial na própria pele

Capaz de distinguir caracteres em Braille e até mesmo interagir com uma perna de barata, essa pele robótica pode ter aplicações em membros protéticos

A lacuna entre sistemas biológicos e máquinas diminuiu um pouco mais com um artigo publicado em junho na revista “Science” no qual se detalha um nervo artificial sensível ao toque. O nervo artificial, desenvolvido por cientistas da Universidade Stanford (EUA) e pelas Universidades Nacionais de Seul (Coreia do Sul), reuniu três componentes para imitar a ação de uma célula nervosa sensorial. Os sensores de pressão incorporados à peça podem detectar o peso de uma única pétala de flor pesando apenas 0,8 miligrama, o que significa que a pele artificial embutida nessas células pode ser ainda mais sensível que a pele humana. Capaz de distinguir caracteres em Braille e até mesmo interagir com uma perna de barata, o dispositivo pode ter aplicações de grande alcance em robótica e membros protéticos.

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