Notas ambiente

Florestas em chamas

O mundo perdeu 18 milhões de hectares de florestas entre 2011 e 2013, sobretudo no Canadá, na Rússia e no Brasil, primeiros colocados do ranking no estudo da Global Forest Watch divulgado em abril. O trabalho comparou 400 mil imagens de satélite em regiões de floresta, que permitiam ver com precisão até 30 metros do solo. As queimadas nas florestas boreais do Canadá e da Rússia responderam por quase 25% do total. Uma parte delas vai se recuperar naturalmente, pois isso é parte do seu ciclo de vida. Mas os cientistas acreditam que as mudanças climáticas tornarão os incêndios cada vez mais frequentes e intensos – atualmente, eles já estão queimando mais do que em qualquer outro momento dos últimos 10 mil anos. Um sopro de esperança vem da Indonésia, que reduziu suas perdas ao mínimo em uma década.


Fogo em floresta canadense: 25% das queimadas ocorridas no mundo entre 2011 e 2013 aconteceram no Canadá e na Rússia

 

Carne de baleia tóxica

A contaminação por pesticidas promete reduzir o apetite por carne de baleia dos japoneses, maiores consumidores mundiais da iguaria – algo que nem mesmo uma forte campanha internacional contra o consumo de baleia havia conseguido antes. Duas organizações ambientalistas internacionais, a Environmental Investigation Agency (EIA) e o Animal Welfare Institute (AWI) revelaram em março que o governo do Japão recusou importações da Noruega porque testes na carne enviada revelaram índices de pesticidas duas vezes mais altos do que o permitido pelo país para consumo humano. A Noruega possui uma forte indústria baleeira (em 2014, capturou 736 desses animais, um número recorde), mas menos de 5% da sua produção fica no país. As substâncias detectadas, empregadas na agricultura, escoaram para os oceanos. Algumas delas já foram banidas da União Europeia e dos EUA por causa de seus efeitos tóxicos, como a dieldrina e o clordano, que provocam defeitos de nascimento, danos neurológicos e certos tipos de câncer.


Carne de baleia na Noruega (dir., alto): vetada no Japão

 

Olhos submersos

Imagens inéditas das águas da Antártida estão sendo reveladas por um novo robô mergulhador. Criado pelo Georgia Institute of Technology, o Icefin foi inserido (e retirado) por uma abertura de cerca de 30 centímetros de diâmetro por 20 metros de espessura de gelo e submergiu 500 metros nas águas sob a Plataforma de Gelo Ross. Com aparelhos que permitem filmar e direcionar sua navegação, o robô está revelando um ecossistema antes desconhecido. Desenvolvido pelo programa SIMPLE, da Nasa, ele poderá no futuro ajudar os cientistas a compreender melhor a superfície congelada de Europa, uma das maiores luas de Júpiter. A equipe de pesquisadores que opera o Icefin voltou da Antártida em dezembro de 2014 e deverá explorar o Ártico ao redor de julho de 2016, retornando depois à Antártida na primavera do hemisfério sul.


O engenheiro Mick West, da Georgia Tech, e sua “cria”, o robô Icefin

 

Acidez mortal

A extinção em massa ocorrida na Terra há cerca de 250 milhões de anos tem origem, sobretudo, na acidificação dos oceanos, segundo estudo de rochas escavadas nos Emirados Árabes Unidos publicado na Science em abril. Essas rochas ficaram no leito oceânico por milhões de anos e preservaram um registro das alterações ácidas na água ao longo do tempo. Naquela época, o enorme volume de gás carbônico gerado pela intensificação da atividade vulcânica foi absorvido pelas águas dos oceanos, elevando sua acidez e levando ao extermínio mais de 90% da vida marinha e dois terços dos animais terrestres, segundo o estudo. As taxas de carbono absorvidas equivalem às de hoje, mas persistiram ao longo de 10 mil anos, segundo a pesquisa.


Animal extinto há 250 milhões de anos: culpa da acidez dos mares

 

Empresas + verdes

 


O Blue Tree Premium Verbo Divino, em São Paulo, é o primeiro hotel brasileiro a obter o selo LEED, certificação internacional de edifícios verdes, na categoria de operações e manutenção para prédios já existentes, com o nível prata (Silver). A conquista foi resultado de dois anos de esforços em adequação e adoção de processos operacionais.

 


As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) já reflorestaram mais de 250 hectares por meio do plantio de 600 espécies da Mata Atlântica, onde está instalada sua Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). As mudas são geradas pelas áreas plantadas e o adubo é composto por resíduos do refeitório, jardinagem das áreas verdes e papel de escritório picado.

 


A Algar Tech, multinacional brasileira de tecnologia, inaugurou em abril uma “usina solar” na sua sede de Uberlândia (MG). Ao custo de R$ 2 milhões, foram instalados 1.224 painéis fotovoltaicos com 245W de potência em 3.300 m² do telhado do edifício. Capaz de gerar 450 MWh por ano, a usina cobrirá 30% do consumo do data center e 5% do consumo do contact center juntos.

 


A Guardian, empresa de vidros e espelhos, investiu R$ 5 milhões em um projeto para garantir 100% de reaproveitamento da água usada na produção e 100% dos efluentes gerados na sua fábrica de Tatuí (SP). A companhia pretende elevar este ano de 20% para 30% o volume de vidro reciclado usado na fabricação de produtos.

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