Novas imagens mostram o coronavírus matando célula humana

Imagens obtidas com microscópio eletrônico pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA captam momentos do processo em que o vírus leva células humanas ao seu fim

Células humanas (em azul na foto) infectadas pelo coronavírus (pontos em vermelho). Crédito: Niaid

Imagens divulgadas na semana passada pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (Niaid) mostram o vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, em plena ação. Capturadas com um microscópio eletrônico de varredura, as imagens passaram por aprimoramento de cores no Niaid Integrated Research Facility.

Segundo o Niaid, as imagens mostram centenas de partículas do vírus SARS-CoV-2 (as minúsculas estruturas semelhantes a pontos) na superfície de células de um paciente americano, no momento em que estas entram em estado de apoptose (morte celular).

Nas imagens, o SARS-CoV-2 aparece diminuto perto das células. O diâmetro de um coronavírus varia entre 120 e 160 nanômetros, o que o torna visível apenas com microscópios eletrônicos.

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Micrografia eletrônica de células VERO E6 (em azul) fortemente infectadas com partículas do SARS-CoV-2 (laranja). Crédito: Niaid

O tamanho ínfimo não impede que esses microrganismos causem danos reais, como se poder constatar. Para infectar uma célula, os coronavírus usam sua proteína spike (região da estrutura do vírus que interage com as células e permite a entrada dele) para se ligar à membrana celular. Uma vez dentro, o vírus sequestra o próprio mecanismo das células hospedeiras para se replicar, criando milhares de cópias de si mesmo.

À esquerda da imagem, célula apoptótica (em verde) fortemente infectada com partículas do vírus SARS-COV-2 (em púrpura). Crédito: Niaid

Posteriormente, a célula hospedeira fica sobrecarregada e “se mata”, causando o transbordamento e a propagação do vírus para novas células. As imagens aqui apresentadas mostram essa fase.

 

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