Novas usinas nucleares não são mais seguras do que as convencionais

Um dos problemas é que o nível de enriquecimento de urânio exigido para o funcionamento dos reatores torna as instalações alvos de grupos terroristas ou facções megalomaníacas

Reator 1 da usina de Fukushima após o tsunami que provocou o maior acidente nuclear da história: parece que as lições ainda não foram bem assimiladas. Crédito: Digital Globe/Wikimedia Commons

Nos últimos tempos, a indústria nuclear tem propalado uma nova família de reatores que usam novos moderadores. Eles são um dos pontos mais críticos de um reator: servem para controlar as reações nucleares para que não saiam do controle e explodam, nem sejam abafadas a ponto de se reduzir a geração de eletricidade. A indústria afirma que ser mais moderna é sinônimo de ser mais segura. A UCS (Union of Concerned Scientists) lançou um estudo pondo em xeque a propalada segurança.

A crítica começa fora do próprio reator: alguns modelos requerem que o urânio seja 3 a 4 vezes mais enriquecido do que o usado em reatores convencionais. Esse combustível estaria a poucos passos de ter o grau necessário para se construir armas nucleares. Outros modelos aproveitam a sobra de plutônio de reatores convencionais, o lixo nuclear. Para tanto, é preciso se reprocessar o material a um nível também próximo do grau de bomba. Assim, as instalações para a produção desses combustíveis seriam alvos interessantes para grupos terroristas ou militares com sonhos paranoicamente megalomaníacos. Os novos reatores também podem ter problemas com os novos moderadores, mais sensíveis e menos fáceis de manobrar do que a água usada em reatores convencionais. A Reuters comentou o trabalho da UCS.

Emissões consideráveis

Adeptos da energia nuclear gostam de dizer que reatores não emitem gases de efeito estufa. No entanto, há vários estudos de ciclo de vida, contabilizando as emissões desde a construção da usina, a mineração do urânio, o processo de enriquecimento, o tratamento do lixo nuclear e o descomissionamento da usina. Os resultados mostram que as emissões são cerca de metade do que as liberadas por térmicas a gás, longe, portanto, de serem inexistentes.

Na semana passada, completaram-se 10 anos do tsunami que arrasou parte do Japão e provocou o maior acidente nuclear da história. Três reatores da planta nuclear de Fukushima-Daichi derreteram e liberaram quantidades imensas de contaminação radioativa no ambiente. Uma área importante permanecerá bloqueada por muito tempo.

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