O céu em dezembro: conjunção de gigantes, eclipse solar e chuva de meteoros

Geminídeas e conjunção Júpiter-Saturno poderão ser acompanhadas em todo o Brasil

Geminídeas: espetáculo celeste que terá seu ápice no dia 13. Crédito: Asim Patel/Wikimedia

O céu ainda guarda surpresas para 2020. Pelo menos três eventos astronômicos vão marcar, com chave de ouro, o final deste ano.

Um mês movimentado, segundo Marcelo Schappo, doutor em Física e professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

A começar, neste dia 13, com o ápice da chuva de meteoros chamada de Geminídeas. O fenômeno ocorre quando fragmentos de rochas entram na atmosfera do planeta Terra em alta velocidade e são incinerados.

O rastro de luz é também chamado popularmente de “estrelas cadentes” e segundo Schappo, essa chuva de meteoros de dezembro é uma das mais esperadas pelo espetáculo visual.

Rastros de luz

Para a observação das Geminídeas, a dica é “montar guarda”.

“A ideia é se afastar completamente das luzes da cidade. Aí, fique de olho no céu e monte guarda. Quando mais aberto estiver o céu, mais chance de observar os meteoros, que são rastros de luz de curta duração que vão pipocando pelo céu”, orienta o físico.

No dia 14 é a vez de um eclipse solar, alinhamento astronômico em que a Lua fica entre o Sol e a Terra.

Em países como Argentina e Chile o eclipse será total. Aqui no Brasil, porém, ele será observado de forma parcial. No Sul do país, o encobrimento ficará entre 40% e 60%. Já no Distrito Federal, será de menos de 10%.

Mas, mesmo com o eclipse parcial, o professor do IFSC alerta para os cuidados com a observação do Sol.

“Muito importante que não se faça a olho nu. A solução é comprar um vidro de soldador, que pode ser encontrado em lojas de material de construção, com tonalidade 14. Ele oferece proteção segura. Jamais use chapas de raio X ou vidros fumês”, adverte.

Encontro de gigantes

E por fim, e tão aguardado, um encontro de gigantes do nosso Sistema Solar com auge no dia 21 de dezembro. É a chamada grande conjunção de Júpiter e Saturno.

O alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno com a Terra é considerado relativamente raro porque ocorre a cada 20 anos, mas, desta vez, é ainda mais. Isso porque tamanha proximidade entre os planetas não era vista há séculos.

E o escalonamento deste alinhamento já pode ser observado.

“O que é mais interessante observar na grande conjunção é que ela pode ser acompanhada ao longo do mês. No horizonte oeste, após o pôr do sol vão se observar dois pontos que parecem duas estrelas, mas são Júpiter e Saturno. Noite após noite estarão mais próximos um do outro. O ápice desse encontro será no dia 21. E depois disso, poderão continuar a observar o distanciamento”, diz o professor.

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