O estranho pênis de quatro cabeças da equidna: mistério resolvido

Tecidos eréteis desse animal parente do ornitorrinco têm características todas especiais

Equidna: parente do ornitorrinco - e também muito bizarro. Crédito: CC0 Public Domain

Portadores de características de mamíferos e répteis, os monotremados estão entre os animais mais esquisitos do mundo. Eles são os únicos mamíferos que põem ovos, e também têm uma série de outras características reprodutivas únicas.

O mais conhecido monotremado é o ornitorrinco. Mas outro – a equidna, subdividida em quatro espécies que habitam a Austrália e a Nova Guiné – não fica atrás em termos de estranheza.

Os testículos das equidnas machos nunca descem, por exemplo. Eles não têm escroto. Quando não está em uso, seu pênis é armazenado internamente, e sua ejaculação contém feixes de até 100 espermatozoides que nadam cooperativamente até atingir o óvulo. Enquanto isso, na maioria das outras espécies, os espermatozoides nadam individualmente e são cada um por si. Além disso, tal como nos outros monotremados, seu pênis é usado apenas para acasalamento e nunca carrega urina.

O pênis da equidna macho é armazenado internamente quando não está em uso. Crédito: Jane Fenelon
Alternância

Cientistas das universidades de Melbourne, de Queensland e Monash (Austrália) investigaram uma das mais peculiares características das equidnas machos: um pênis de quatro cabeças. Suas conclusões foram apresentadas em artigo na revista Sexual Development.

Segundo os pesquisadores, o pênis da equidna tem cabeças que são, na verdade, glandes em formato de roseta. Apenas duas das quatro glandes tornam-se funcionais durante a ereção. As glandes que funcionam parecem alternar-se entre as ereções subsequentes.

A uretra das equidnas começa como um único tubo. No final do pênis, ela se divide em dois e cada um desses tubos se divide novamente. O resultado são os quatro ramos terminando, cada qual, em uma glande.

Os pesquisadores descobriram que, na equidna, os tecidos eréteis que constituem o pênis – o corpo cavernoso e o corpo esponjoso – são muito incomuns. Nos mamíferos, o corpo cavernoso tem como principal atividade encher-se de sangue e manter uma ereção. O corpo esponjoso também se enche de sangue, mas sua função principal é garantir que o tubo uretral permaneça aberto na ereção para que o sêmen possa passar.

Pênis da equidna, com suas quatro cabeças ou glandes. Crédito: Jane Fenelon
Fluxo direcionado

Em geral, o corpo cavernoso e o corpo esponjoso começam como dois tecidos separados na base do pênis, mas os corpos esponjosos se fundem em um só. Já na equidna, os corpos cavernosos e os corpos esponjosos permanecem como duas estruturas separadas.

Os cientistas também observaram que o principal vaso sanguíneo do pênis da equidna também se divide em quatro ramos após a ramificação da uretra. Com isso, a extremidade do pênis atua como duas glandes penianas separadas. O fluxo sanguíneo pode ser direcionado para um lado do corpo esponjoso ou outro para controlar qual metade fica ereta e qual ramo da uretra permanece aberto.

Não se descobriu ainda por que as equidnas machos usam apenas duas glandes ao mesmo tempo. Isso poderia estar relacionado à competição entre machos e fêmeas. De qualquer forma, o pênis da equidna se mostra muito eficiente na transferência de espermatozoides diretamente para o aparelho reprodutor feminino.

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