Observatório espacial mostra “pulsar-bebê” da Via Láctea

Com apenas 240 anos de vida, o pulsar Swift J1818.0-1607 está na rara categoria de magnetares, os pulsares com os campos magnéticos mais fortes já medidos no universo

Swift J1818.0-1607: massa de dois sóis em um remanescente estelar medindo apenas 25 km de diâmetro. Crédito: ESA/XMM-Newton; P. Esposito et al. (2020)

A foto acima apresenta a imagem composta do objeto Swift J1818.0-1607, o pulsar mais jovem já observado. Ele é visto pela câmera EPIC-pn no satélite XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). A imagem combina observações nas seguintes faixas de energia: 2–4 keV (vermelho), 4–7,5 keV (verde) e 8,5–12 keV (azul).

Originariamente descoberto pelo Observatório Swift, da Nasa, em março de 2020, este é o pulsar mais jovem entre os 3 mil conhecidos na Via Láctea. Ele foi observado apenas 240 anos após a sua formação.

O Swift J1818.0-1607 também pertence a uma categoria muito rara de pulsares: a de magnetares. Esses objetos cósmicos têm os campos magnéticos mais fortes já medidos no universo. O “pulsar-bebê” é um dos objetos que giram mais rapidamente, uma vez a cada 1,36 segundo – apesar de conter a massa de dois sóis em um remanescente estelar medindo apenas 25 quilômetros de diâmetro.

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Imediatamente após a descoberta, os astrônomos examinaram esse objeto com mais detalhes usando o XMM-Newton, os satélites de raios X Swift e NuSTAR, da Nasa, e o Radiotelescópio da Sardenha, na Itália. Diferentemente da maioria dos magnetares, que só são observáveis ​​em raios X, o Swift J1818.0-1607, de acordo com as observações, é um dos poucos que também mostram emissão pulsada em ondas de rádio.

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