Onda de calor já matou 36 pessoas na Índia

Apesar de essas ondas estarem se tornando "mais intensas e frequentes", segundo o Instituto de Meteorologia do país, várias iniciativas têm conseguido minimizar seus impactos mortais

Em 2015, onda de calor matou 2.400 pessoas e até derreteu asfalto na Índia

O verão de fato ainda nem chegou no Hemisfério Norte e pelo menos 36 pessoas já morreram na Índia devido a uma das ondas de calor mais longas da sua história recente. O país vive há mais de 30 dias um calor intenso e sem chuvas, principalmente nas regiões norte e central.

Em Churu, no oeste do estado de Rajasthan, os termômetros bateram 50 graus Celsius em 1º de junho. Em Nova Delhi, a temperatura excedeu os 48 graus centígrados, em 10 de junho, a maior já registrada na capital em junho.

Apesar de as ondas de calor estarem se tornando “mais intensas e frequentes”, segundo o Instituto de Meteorologia do país, a Índia tem conseguido minimizar seus impactos mortais. No verão de 2016, a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres da Índia (NDMA) lançou uma série de iniciativas para evitar perdas humanas. Foram construídos abrigos para pessoas desabrigadas, ajustados os horários de trabalho do governo para evitar o calor extremo, instalados quiosques de água potável e pintados telhados brancos para reduzir a absorção de calor, entre outras coisas.

O retorno foi imediato. Em 2015, mais de 2.400 pessoas morreram em uma onda de calor. No ano seguinte, as mortes ficaram em praticamente 10% disso, 250 pessoas.

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