Pandemia causa maior queda na emissão de CO2 nos EUA desde a Segunda Guerra

Redução ajudou inclusive o país a cumprir – involuntariamente – sua meta no Acordo de Copenhague

Ar poluído no centro de Los Angeles: com a pandemia, emissões de CO2 dos Estados Unidos tiveram queda histórica. Crédito: Downtowngal/Wikimedia Commons

Um relatório preliminar do grupo de pesquisa Rhodium indicou que as emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos caíram mais de 10% em 2020, resultado dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a atividade econômica do país. Essa é a maior queda desde o final da II Guerra Mundial, superando largamente os impactos da Grande Recessão de 2009, quando as emissões no país caíram 6,3%. Essa foi a primeira vez em que o volume norte-americano de emissões ficou abaixo dos níveis de 1990. Como resultado, a análise indica que os EUA atingiram sua meta de redução de emissões para 2020, definida sob o Acordo de Copenhague de 2009, de 17% abaixo dos níveis de 2005.

De acordo com o levantamento, o setor que mais puxou as emissões norte-americanas para baixo foi o de transportes, com queda de quase 15% na comparação com 2019. No primeiro pico da pandemia no país, entre abril e maio do ano passado, as restrições à circulação de pessoas derrubaram a demanda por combustíveis fósseis, como combustível de aviação (queda de 68%), gasolina (40%) e diesel (18%). A geração de energia elétrica também contribuiu para a diminuição das emissões de carbono, principalmente por conta da queda na demanda e o barateamento de fontes renováveis em detrimento do carvão. As emissões do setor elétrico caíram 10,3% em 2020.

Dificuldades adicionais

A retomada econômica pós-pandemia pode impor dificuldades adicionais para que o país cumpra sua meta de redução de 26%-28% das emissões até 2025 com relação a 2005, definida pela NDC norte-americana para o Acordo de Paris. Vale lembrar que os EUA deixaram o Acordo no final de 2020, mas devem retornar sob a presidência de Joe Biden.

Os dados desse relatório foram destacados por BBC News, Financial Times, G1, NY Times e Reuters, entre outros.

Em tempo: Cientistas da Universidade Stanford (EUA) calcularam o custo econômico de desastres ambientais resultantes de tempestades e fortes chuvas no país nos últimos 30 anos. De acordo com o levantamento, quase US$ 200 bilhões foram perdidos entre 1988 e 2017. Desse total, cerca de US$ 75 bilhões (1/3) foram diretamente decorrentes da intensificação desses eventos climáticos extremos, resultado da mudança do clima. Bloomberg e Reuters deram mais detalhes.

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