Papagaio usa tela sensível ao toque, mas não distingue real do virtual

Conhecido por sua esperteza, o kea, da Nova Zelândia, lidou bem com o mundo virtual em um experimento, mas não soube diferenciá-lo do mundo real

Kea: dificuldade em transitar entre os mundos real e virtual. Crédito: Mark Whatmough/Wikimedia Commons

Pesquisadores da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) descobriram que o keapapagaio nativo da Ilha Sul do país ameaçado de extinção – é capaz de usar uma tela sensível ao toque, mas não consegue perceber a diferença entre as imagens virtuais e reais. Um artigo sobre seu estudo foi publicado na revista Biology Letters.

Os keas são conhecidos por diversas demonstrações de habilidades e curiosidade, como revirar a bagagem de turistas e tirar seu passaporte. Sua existência corre risco devido à ingestão de chumbo manuseado por humanos e a outras consequências do convívio com nossa raça, como perambular em meio ao tráfego.

Os pesquisadores Amalia Bastos, Patrick Wood e Alex Taylor realizaram diferentes experimentos com keas residentes na Reserva de Vida Selvagem Willowbank, em Christchurch. Inicialmente, ensinaram as aves a manipular objetos na tela por meio da língua (o bico desses pássaros não é um condutor elétrico, e por isso não pode ser usado para esse fim). Depois, verificaram se os keas conseguiam entender um jogo simples: puseram uma bola sobre uma mesa e, a seguir, inclinaram essa mesa para um lado ou outro, deixando que a bola caísse em caixas colocadas uma de cada lado da mesa. Então, instaram os keas a indicar em qual caixa estava a bola. Os pássaros não tiveram dificuldade nesse desafio.

O aparato experimental foi usado para (a) condição de realidade, (b) condição virtual e (c) condição de cruzamento. Crédito: DOI: 10.1098/rsbl.2021.0298
Confusão

O passo seguinte foi dado na tela do computador, e mais uma vez as aves resolveram o desafio rapidamente. A etapa posterior foi transpor o processo para mesa e bola virtuais e caixas reais dispostas de cada lado do computador, e foi aí que os keas se confundiram. Segundo os pesquisadores, ficou nítido que eles esperavam que a bola virtual caísse na caixa do mundo real.

Segundo Amalia Bastos e seus colegas, estudos semelhantes realizados com bebês mostram que, independentemente da idade, os humanos conseguem identificar a diferença entre o que é real e o que é virtual. Os pesquisadores acreditam que seu experimento valida o uso de estímulos virtuais como uma ferramenta poderosa para testar a cognição de espécies animais não humanas.

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