Peixe que usa fluido de bateria como “sangue” deve revolucionar robótica

O peixe-leão robô: sistema circulatório inspirado no de seres vivos. Foto: James Pikul

Robôs autônomos deverão ocupar cada vez mais espaço em nosso cotidiano, mas um detalhe importante ainda precisa ser resolvido para que sua atuação seja mais constante: baterias melhores. Hoje em dia, as atividades dessas máquinas são limitadas pelo tamanho e capacidade de suas baterias – em geral, eles trabalham por curtos períodos de tempo, ou conseguem esticá-los à base de baterias maiores, cujo peso lhes tira mobilidade.

Pesquisadores americanos encaminharam uma solução para o problema. Em artigo na revista “Nature” desta semana, Robert Shepherd, da Universidade Cornell, e sua equipe anunciaram a criação de um peixe-leão robô dotado de artérias sintéticas, similares às encontradas no sistema circulatório de um ser humano. O “sangue” que flui no peixe-robô serve como sua fonte de energia e controla seu movimento.

Segundo os cientistas, sua criação pode nadar forte o suficiente para lutar contra as correntes que vêm em sentido contrário, abanar as barbatanas de forma parecida à do peixe-leão real e operar por 36 horas antes de precisar de recarga.

O peixe-leão elaborado por Shepherd e sua equipe representa um avanço significativo no campo da robótica “soft”, uma abordagem que constrói máquinas a partir de materiais flexíveis e deformáveis. Segundo os pesquisadores, trata-se de um passo rumo à criação de “sistemas interconectados multifuncionais encontrados nos organismos vivos”, com os consequentes benefícios resultantes do processo.

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