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Featured20/12/2021

Período mais mortal da história da Terra também foi o mais malcheiroso

O pesquisador Dominik Hülse, da Universidade da Califórnia em Riverside, reage ao cheiro tóxico de sulfeto de hidrogênio. Crédito: Dominik Hülse/UCR

20/12/21 - 13h27min

Minúsculos micróbios expelindo gás tóxico ajudaram a causar – e a prolongar – a maior extinção em massa da história da Terra, sugere um novo estudo.

Em geral, os cientistas acreditam que os vulcões siberianos cuspindo gases de efeito estufa (os chamados Traps Siberianos) impulsionaram primariamente o evento de extinção em massa ocorrido há cerca de 250 milhões de anos, no final do período Permiano. Os gases causaram um aquecimento extremo, que por sua vez levou 80% de todas as espécies marinhas, bem como muitas espécies terrestres, à extinção.

Até agora, os cientistas não haviam conseguido explicar exatamente como o calor causou essas mortes. Um novo estudo conduzido pela Universidade da Califórnia em Riverside (EUA) e publicado na revista Nature Geoscience mostra que o calor acelerou o metabolismo dos micróbios, criando condições mortais.

Condição mais extrema

“Depois que o oxigênio do oceano foi usado para decompor o material orgânico, os micróbios começaram a ‘respirar’ sulfato e produziram sulfeto de hidrogênio, um gás que cheira a ovo podre e é venenoso para os animais”, disse Dominik Hülse, modelador do sistema terrestre na Universidade da Califórnia em Riverside.

À medida que os fotossintetizadores do oceano – os micróbios e plantas que formam a base da cadeia alimentar – apodreciam, outros micróbios consumiam rapidamente o oxigênio e deixavam pouco para os organismos maiores. Na ausência de oxigênio, os micróbios consumiam sulfato e depois expeliam o tóxico e fedorento sulfeto de hidrogênio, ou H2S, criando uma condição ainda mais extrema chamada euxínia. Essas condições eram sustentadas pela liberação de nutrientes durante a decomposição, promovendo a produção de mais matéria orgânica que ajudava a manter esse ciclo fedorento e tóxico.

“Nossa pesquisa mostra que todo o oceano não era euxínico. Essas condições começaram nas partes mais profundas da coluna d’água”, disse Hülse. “À medida que as temperaturas aumentavam, as zonas euxínicas ficaram maiores, mais tóxicas e subiram na coluna d’água para o ambiente da plataforma onde vivia a maioria dos animais marinhos, envenenando-os.”

As zonas euxínicas em expansão podem ser detectadas por meio de assinaturas químicas em amostras de sedimentos.

Desafios modernos

O esgotamento do oxigênio é um problema que persiste hoje e tende a piorar com as futuras mudanças climáticas. Águas euxínicas podem ser encontradas em lugares como o Canal Dominguez de Los Angeles, com 25 quilômetros de extensão, onde um incêndio em um depósito de setembro de 2021 liberou etanol. O etanol matou a vegetação do canal, que se decompôs e foi consumida por micróbios. Eles então produziram sulfeto de hidrogênio em níveis tóxicos. Milhares de pessoas que respiravam na área do fedorento rio relataram vômitos, diarria, tontura, insônia, dores de cabeça, espirros e outros sintomas.

As lições do mundo antigo podem ser importantes para a compreensão dos processos que estão desafiando nossos oceanos e cursos d’água modernos.

“Seria especulativo sobrepor o antigo evento de extinção em massa no planeta de hoje”, disse Hülse. “No entanto, o estudo nos mostra que a resposta do oceano às maiores concentrações de dióxido de carbono na atmosfera pode estar subestimada.”

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Canal Dominguez