Planeta em órbita de estrela morta antecipa o que acontecerá com a Terra após o fim do Sol

Planeta em órbita de estrela morta antecipa o que acontecerá com a Terra após o fim do Sol
Planeta em órbita de estrela morta antecipa o que acontecerá com a Terra após o fim do Sol (Foto: NASA/Unsplash)

A descoberta de um planeta distante que parece Júpiter orbitando uma estrela morta revela o que pode acontecer com o nosso sistema solar quando o Sol morrer em cerca de 5 bilhões de anos, segundo um novo estudo.

Esta dupla foi encontrada a 6.500 anos-luz de distância, perto do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. O emparelhamento é inesperado porque este exoplaneta gigante gasoso com uma massa semelhante à de Júpiter está orbitando uma anã branca.

Uma anã branca é o que resta depois que uma estrela semelhante ao Sol se transforma em gigante vermelha durante a evolução da estrela. Os gigantes vermelhos queimam seu combustível de hidrogênio e se expandem, consumindo todos os planetas próximos ao seu caminho. Depois que a estrela perde sua atmosfera, tudo o que resta é o núcleo colapsado, se tornando uma anã branca. Esse remanescente, que geralmente é do mesmo tamanho da Terra, continua a esfriar por bilhões de anos.

Ao observar o novo sistema, os pesquisadores foram capazes de determinar que o planeta e a estrela se formaram na mesma época e que o planeta sobreviveu à morte da estrela. O planeta está a cerca de 2,8 UA da estrela. Uma UA (unidade astronômica) é a distância entre a Terra e o Sol, ou seja, 148 milhões de quilômetros.

Até este momento, os cientistas acreditavam que os planetas gigantes gasosos precisavam estar muito mais distantes para sobreviver à morte de uma estrela semelhante ao sol.

Mas, as descobertas do novo estudo, publicado quarta-feira (13) na revista Nature, mostram que os planetas podem sobreviver a esta fase incrivelmente violenta da evolução estelar e apoiar a teoria de que mais da metade das anãs brancas provavelmente têm planetas semelhantes orbitando-as.

“Esta evidência confirma que os planetas orbitando a uma distância grande podem continuar a existir após a morte de sua estrela”, disse Joshua Blackman, principal autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado em astronomia na Universidade da Tasmânia, na Austrália, em um comunicado. “Dado que este sistema é análogo ao nosso próprio sistema solar, isso sugere que Júpiter e Saturno podem sobreviver à fase gigante vermelha do Sol, quando ele fica sem combustível nuclear e se autodestrói.”

Quando nosso Sol se tornar uma gigante vermelha daqui a bilhões de anos, provavelmente envolverá Mercúrio e Vênus e, talvez, a Terra. “O futuro da Terra pode não ser tão otimista porque está muito mais perto do Sol”, disse David Bennett, co-autor do estudo e pesquisador sênior da Universidade de Maryland e do Goddard Space Flight Center da NASA, em um comunicado.

“Se a humanidade quisesse mudar para uma lua de Júpiter ou Saturno antes que o Sol fritasse a Terra durante sua fase supergigante vermelha, ainda permaneceríamos em órbita ao redor do Sol, embora não seríamos capazes de contar com o calor do Sol como uma anã branca por muito tempo. ”

Os pesquisadores continuarão a busca por sobreviventes de exoplanetas orbitando estrelas mortas no futuro. O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, com lançamento previsto para 2026, “conduzirá uma pesquisa de microlente muito mais sensível que deve encontrar muito mais planetas orbitando anãs brancas”, acrescentou Bennett.

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