Planta de tabaco tem genes editados e nicotina é reduzida a quase zero

Isso poderia permitir a produção de cigarros com níveis não-viciantes e ajudaria os já fumantes a deixar o tabagismo

No Brasil, a população jovem é a que mais consome cigarros: são 2,8 milhões de fumantes entre 14 e 24 anos

Surge um novo caminho para reduzir a nicotina nos cigarros a níveis que não viciam. Por meio da técnica de edição de genes Crispr, os pesquisadores Felix Stehle e Julia Schachtsiek, da Universidade Técnica de Dortmund, na Alemanha, conseguiram desativar seis enzimas na planta de tabaco que interferem na produção do estimulante aditivo.

Segundo o estudo publicado no Plant Biotechnology Journal, na semana passada, a nova versão do tabaco tem apenas 0,04 miligramas de nicotina por grama. O que representa uma taxa quase indetectável, 99,7% menor que o normal.

Estudos mostraram que os fumantes não tendem a fumar mais quando mudam para cigarros com baixa nicotina para compensar. Mas ainda é discutível se o método é realmente efetivo ou mais saudável. Os cigarros com baixa nicotina ainda causam muitos danos à saúde, incluindo câncer, mas podem ajudar os fumantes a se livrar do vício, assim como os cigarros eletrônicos.