Polícia Federal apura possível crime ambiental em litoral brasileiro

Diligências sobre manchas de óleo que estão contaminando diversas praias do Nordeste estão em andamento e contam com a participação de diversas instituições, dentre elas o IBAMA, a Marinha do Brasil, Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Ministério da Defesa (CENSIPAM)

Adema/Governo de Sergipe

A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a origem da substância, de aspecto oleoso, encontrada em diversas praias nordestinas. De acordo com informações divulgadas hoje (2) pela PF, a ação foi tomada assim que surgiram as primeiras notícias do aparecimento de manchas de óleo nas praias ainda no mês de setembro.

As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte, contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.

A Polícia Federal afirma que as diligências estão em andamento e contam com a participação de diversas instituições, dentre elas o IBAMA, a Marinha do Brasil, Universidade Federal Rural de Pernambuco e o Ministério da Defesa (CENSIPAM).

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) monitora a situação desde o dia 2 de setembro. As manchas chegaram a todos os estados do Nordeste, com exceção da Bahia.

Uma investigação do Ibama, com apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias é o mesmo, e a origem não é do Brasil.

Nesta terça-feira (1), uma reportagem da Época disse que um laudo sigiloso da Petrobrás aponta que o petróleo que contaminou praias no litoral nordestino pode ser venezuelano.

Segundo a publicação, fontes afirmam que, apesar de o Ibama ter informado que o óleo que está contaminando diferentes praias no Nordeste é o mesmo, o órgão trabalha com a hipótese de que existe mais de uma fonte de contaminação.

* Com informações da Polícia Federal