Polo norte magnético da Terra foi oficialmente alterado

Seu eixo está se movendo do Ártico canadense rumo à Rússia mais rapidamente do que o esperado, mas isso não é motivo para preocupações

Estrela branca no centro do mapa mostra a nova localização do polo norte magnético da Terra. (Crédito: NOAA NCEI/CIRES)

O polo norte magnético da Terra tem mudado tanto nos últimos anos, do Ártico canadense em direção à Rússia, que o National Centers for Environmental Information provavelmente terá que publicar uma atualização cerca de um ano antes da data esperada, informa o site I Fucking Love Science.

Organizações federais dos Estados Unidos, como a NASA e a Federal Aviation Administration usam esses dados para fins de navegação, bem como para levantamento e mapeamento, rastreamento por satélite e gerenciamento de tráfego aéreo. Como o polo norte magnético se move cerca de 55 quilômetros por ano, as agências governamentais divulgam as atualizações do modelo a cada cinco anos. A atualização mais recente não era esperada até o final deste ano, mas as variações inesperadas na região do Ártico levaram as autoridades a pressionar por uma nova atualização antes do planejado.

Deslocamento do polo norte magnético da Terra ao longo das últimas 5 décadas (Crédito: National Centers for Environmental Information)

Mas isso não é motivo para preocupação. Nos últimos 780.000 anos, registros fósseis indicam que os polos se movimentaram e mudaram várias vezes, sem nenhum dano que se conheça aos organismos vivos.

Mesmo que haja uma reversão dos polos geomagnéticos – os pólos norte e sul podem trocar de posição -, isso não significa eventos catastróficos sequenciais como explosões vulcânicas, terremotos, extinção de espécies etc. A vida na Terra seguiria mais ou menos como é, embora possam haver prejuízos para o funcionamento de smartphones, eletroeletrônicos e os sistemas de navegação e comunicação em todo o mundo.

“As placas que se movem lentamente funcionam como uma espécie de gravador, deixando informações sobre a força e a direção de campos magnéticos passados. Por meio da amostragem dessas rochas e usando técnicas de datação radiométrica, foi possível reconstruir a história do campo magnético da Terra nos últimos 160 milhões de anos, aproximadamente”, escreveu a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (da sigla em inglês, NOAA) em um post no seu blog. “Se ‘tocamos a fita de frente para trás’, o registro do campo magnético da Terra aparece se fortalecendo, enfraquecendo e muitas vezes alterando sua polaridade.”

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