Poluição de plástico em oceanos pode triplicar até 2040, alerta estudo

Consumo de itens de plástico descartável aumentou durante a pandemia; pesquisa oferece soluções para reduzir poluição em mais de 80%

Resíduos plásticos em praia do Havaí: problema do lixo plástico no mundo aumentou com a pandemia. Crédito: US Fish & Wildlife Service/Flickr

A quantidade de resíduo plástico fluindo para os oceanos e matando a vida marinha pode triplicar nos próximos 20 anos, a menos que empresas e governos consigam diminuir drasticamente a poluição provocada pelo produto, mostrou estudo publicado nessa quinta-feira (23).

O consumo de plástico descartável aumentou durante a pandemia do novo coronavírus, de acordo com a organização não governamental (ONG) Associação Internacional de Resíduos Sólidos. Máscaras e luvas de látex estão indo parar em praias remotas da Ásia todos os dias. Aterros sanitários de todo o mundo estão recebendo quantidades recordes de embalagens de comida e de outros tipos de produtos entregues em domicílio.

A nova pesquisa, produzida por cientistas e especialistas da indústria para o The Pew Charitable Trusts e a Systemiq, oferece soluções que poderiam cortar em mais de 80% o volume projetado de plástico nos oceanos.

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Roteiro detalhado

O roteiro para conter a crise desenfreada de resíduo plástico lançado nos oceanos é um dos mais detalhados já apresentados em estudo. No entanto, se nenhuma ação for tomada, a quantidade de plástico seguindo para os mares a cada ano aumentará de 11 milhões de toneladas para 29 milhões, deixando um acúmulo de 600 milhões de toneladas à deriva nos oceanos até 2040 – peso equivalente a 3 milhões de baleias-azuis, segundo o estudo publicado no periódico científico “Science”.

“A poluição plástica é algo que afeta a todos. Não é algo do tipo ‘o problema é seu, não meu’. Não é problema de um país. É problema de todos”, disse Winnie Lau, gerente sênior do Pew e coautora do estudo. “Vai piorar se não fizermos nada.”

A quantidade de resíduo plástico produzido a cada ano vem aumentando rapidamente desde 1950. Em 2017, ela estava em 348 milhões de toneladas, e deve voltar a dobrar até 2040, estima o documento.

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