Poluição é cada vez mais letal – até mais do que tabagismo

Autores do estudo calculam que até 8,8 milhões de mortes ocorridas no mundo anualmente podem ser atribuídas ao ar sujo, enquanto fumo matou 7,2 milhões, em 2015, segundo ONU

Poluição atmosférica em Los Angeles (EUA): matando mais que o tabagismo (Foto: iStock)

O número de pessoas que morrem em consequência da poluição do ar pode exceder o número de mortes por tabagismo, indica um estudo de pesquisadores da Alemanha e do Chipre. O estudo, publicado na revista European Heart Journal em março, se concentrou no ozônio e nas menores partículas poluentes, conhecidas como PM2,5. Ambos são os que mais afetam a saúde porque penetram nos pulmões e podem até chegar à corrente sanguínea.

Os autores do estudo calculam que até 8,8 milhões de mortes ocorridas no mundo anualmente podem ser atribuídas ao ar sujo. “Isso significa que a poluição do ar causa mais mortes extras por ano do que o tabagismo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima ser responsável por mais de 7,2 milhões de mortes em 2015”, disse o professor Thomas Munzel, do Centro Médico da Universidade de Mainz e um dos autores do estudo.

“Fumar é evitável, mas a poluição do ar não é”, acrescentou. Os pesquisadores disseram que novos dados indicam que o impacto negativo das PM2,5 à saúde – partículas muito pequenas que são a principal causa de doenças respiratórias e cardiovasculares – é muito pior do que se pensava antes.

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