Preconceito à tona

O Brasil está aos poucos aprendendo que é um país preconceituoso, sim. Uma pesquisa encomendada ao Ibope pela Ambev-Skol produziu um amplo retrato das práticas preconceituosas dos brasileiros e da visão distorcida que temos sobre isso.

Beijo homossexual em público, o tema que mais apareceu em relação ao preconceito homofóbico no Brasil (Foto: iStockphoto)

O Brasil está aos poucos aprendendo que é um país preconceituoso, sim. Uma pesquisa encomendada ao Ibope pela Ambev-Skol produziu um amplo retrato das práticas preconceituosas dos brasileiros e da visão distorcida que temos sobre isso. Segundo o levantamento, divulgado em outubro, apenas 17% declararam ter algum tipo de preconceito, ante 83% que responderam “não”. Mas quando os pesquisadores mostraram aos entrevistados frases preconceituosas e lhes perguntaram se já haviam feito esse tipo de comentários alguma vez, 73% reconheceram que sim. Os comentários mais citados foram: “Mulher tem que se dar ao respeito” (machismo), com 49%; “Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro” (racismo), com 26%; “Pode ser gay, mas não precisa beijar em público” (homofobia) e “Ela/ele é bonita(o), mas é gordinha(o)” (gordofobia), também com 25%. Quanto às regiões, 21% dos entrevistados do Sudeste disseram ter algum tipo de preconceito, seguidos por Centro-Oeste e Norte, ambos com 18%. Já quanto às frases, as posições se invertem: admitiram ter feito comentários preconceituosos 78% dos entrevistados do Centro-Oeste e do Norte, seguidos pelo Sudeste, com 74%.