‘Presença estranha’ altera comportamento de raios cósmicos no centro da Via Láctea

Pesquisadores também detectaram a possível presença de um “acelerador de partículas” nessa região da galáxia

Centro da Via Láctea: segredos por revelar. Crédito: Wikimedia Commons

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências encontraram evidências de uma “presença estranha” e de um poderoso acelerador de partículas no centro da galáxia. Em seu estudo, Xiaoyuan Huang, Qiang Yuan e Yi-Zhong Fan descrevem sua análise de dados obtidos a partir do Fermi Large Area Telescope. O artigo foi publicado na revista Nature Communications.

O centro galáctico é o centro de rotação da Via Láctea. Pesquisas anteriores mostraram que ele contém um grande buraco negro, Sagitário A*. Existem outros objetos astronômicos ali, como remanescentes de supernovas e nebulosas de vento de pulsar (nebulosas cuja dinâmica advém do vento produzido por um pulsar).

No entanto, não se sabe muito mais sobre o interior do centro galáctico, devido à sua densidade. A nuvem é tão espessa que é quase impossível ler muitas das formas de radiação dentro dela. Ainda assim, a maioria no campo concorda que o centro galáctico emite muitos raios cósmicos. Vários deles podem ser importantes para nós, porque chegam ao nosso planeta.

Barreira misteriosa

Os pesquisadores chineses se concentraram nos raios cósmicos emitidos do centro galáctico, principalmente aqueles que chegam à Terra. A partir de dados recolhidos por equipes que trabalham no Fermi Large Area Telescope, eles se concentraram mais especificamente nos raios gama emitidos pela nuvem molecular central, um tipo de nuvem que se forma a partir de poeira interestelar e gás hidrogênio situada entre a Terra e o centro galáctico.

Eles descobriram que a densidade dos raios cósmicos na nuvem molecular central era menor do que no mar de raios cósmicos. Isso sugere que existe uma barreira misteriosa que impede os raios cósmicos de entrarem na nuvem molecular central. Mas eles também encontraram evidências de raios cósmicos diminuindo à medida que passavam pela nuvem e, em seguida, acelerando novamente após emergirem. Isso seria uma evidência de que algo próximo ao centro da galáxia serve como um acelerador de partículas.

Os pesquisadores chineses não conseguiram encontrar evidências do que poderia ser isso. Suas suspeitas passam pelo buraco negro Sagitário A*, nebulosas de vento ou mesmo restos de uma supernova. Os cientistas esperam que suas descobertas sirvam de base para novas pesquisas mais aprofundadas nessa área.

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