Pterodátilo típico do Brasil é encontrado no Reino Unido

Fóssil foi identificado como pertencente a um pterossauro da família Tapejaridae, comum no Brasil e na China

Concepção artística do Wightia declivirostris sobrevoando um lago no vale do antigo rio Wessex, que fluía para a Ilha de Wight. Crédito: Megan Jacobs

O primeiro espécime de um pterodátilo mais comum no Brasil e na China foi encontrado no Reino Unido.

Um caçador de fósseis descobriu recentemente um fragmento ósseo em forma peculiar enquanto passeava com seu cachorro em Sandown Bay, na Ilha de Wight. Sem saber exatamente do que se tratava, ele passou a descoberta para Megan Jacobs, aluna de paleontologia da Universidade de Portsmouth (Reino Unido). Ela achou que o fragmento fóssil poderia ser o osso da mandíbula de um pterodátilo. As pesquisas realizadas provaram que ela estava certa.

No entanto, esse não era um maxilar comum de pterodátilo. Ele não tinha dentes e era notavelmente semelhante a um grupo bizarro de pterossauros da família Tapejaridae. Eles são mais conhecidos no Brasil e na China, e nunca haviam sido encontrados anteriormente no Reino Unido.

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No ano passado, uma equipe da Universidade de Portsmouth descobriu um espécime semelhante no Marrocos (noroeste da África), denominada Afrotapejara.

Relação com a China

O novo espécime da Ilha de Wight recebeu o nome de Wightia declivirostris.

Megan Jacobs disse: “Embora seja apenas um fragmento da mandíbula, ele tem todas as características de uma mandíbula tapejara, incluindo numerosos pequenos orifícios que continham órgãos sensoriais minúsculos para detectar a comida e um bico virado e finamente pontudo. (…) Exemplos completos do Brasil e da China mostram que eles tinham grandes brasões na cabeça, com o brasão duas vezes maior que o crânio. Os brasões provavelmente eram usados ​​na exibição sexual e podiam ter cores vivas.”

Os pesquisadores determinaram que o exemplo da Ilha de Wight parecia mais relacionado aos tapejarídeos chineses do que aos exemplares brasileiros.

Coautor do estudo, o professor David Martill, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, disse: “Esta nova espécie contribui para a diversidade de dinossauros e outros répteis pré-históricos encontrados na ilha, que agora é um dos lugares mais importantes para dinossauros do Cretáceo no mundo.”

O descobridor do fóssil doou-o para o Museu da Ilha dos Dinossauros em Sandown, onde ele deverá ser exibido futuramente.

Concepção artística do Wightia declivirostris sobrevoando um lago no vale do antigo rio Wessex, que fluía para a Ilha de Wight. Crédito: Megan Jacobs

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