Quando a luz faz curvas

Imagem de aglomerado de galáxias produzida pelo Hubble exemplifica claramente o fenômeno das lentes gravitacionais

Abell 2813 pelas lentes do Hubble: exemplo didático do fenômeno das lentes gravitacionais. Crédito: ESA/Hubble & Nasa, D. Coe

Esta foto do aglomerado de galáxias Abell 2813 (também conhecido como ACO 2813 e RXC J0043.4-2037) feita pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa/ESA, tem uma suave beleza que também ilustra um notável fenômeno físico em ação dentro dela. A imagem demonstra espetacularmente o conceito de lentes gravitacionais.

O aglomerado está localizado na constelação de Cetus (a Baleia). Ele está tão longe que sua luz demora 3,4 bilhões de anos para chegar até nós.

Entre os minúsculos pontos, espirais e ovais que são as galáxias pertencentes ao aglomerado, existem várias formas distintas de crescentes. Esses arcos curvos de luz são fortes exemplos de um fenômeno conhecido como lentes gravitacionais. A imagem foi compilada usando observações feitas com a Câmera Avançada para Pesquisas do Hubble (ACS) e a Wide Field Camera 3 (WFC3).

A lente gravitacional ocorre quando a massa de um objeto faz com que a luz se curve. Os crescentes curvos e as formas em S da luz nesta imagem não são galáxias curvas, mas sim luz de galáxias que estão além de Abell 2813. O aglomerado de galáxias tem tanta massa que atua como uma lente gravitacional, fazendo a luz de galáxias mais distantes curvar-se em torno dele. Essas distorções podem ter várias formas diferentes, como linhas longas ou arcos.

Essa mesma evidência visual de que a massa faz com que a luz se curve foi famosa por ser usada como prova de uma das mais famosas teorias científicas: a teoria da relatividade geral de Einstein.

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