Reencarnação pela ciência: três casos do arquivo de Ian Stevenson

Imagem hindu sobre reencarnação: tema aparece em vários pontos do mundo.

A rigorosa metodologia criada pelo pesquisador canadense-americano Ian Stevenson (professor da Universidade da Virgínia falecido em 2007) para investigar a reencarnação é, por enquanto, a melhor maneira de abordar esse assunto sob um prisma científico. Os detalhes dos casos selecionados, apresentados em livros como “Twenty Cases Suggestive of Reincarnation” ou “European Cases of the Reincarnation Type”, sempre impressionam as mentes mais arejadas. Conheça a seguir o resumo de alguns deles.

1) O cingalês Sujith começou a falar sobre uma vida anterior em 1971, com menos de 2 anos de idade. Disse que se chamava Sammy, fora ferroviário e vendedor de aguardente em Gorakana, a cerca de 10 km de onde o menino morava. Segundo ele, certo dia, depois de uma bebedeira, Sammy brigou com sua esposa, Maggie, saiu para andar e morreu atropelado por um caminhão.

A mãe de Sujith não deu importância à história, e ninguém da família conhecia Gorakana. Mas o caso chegou a um monge budista de um templo próximo, que foi conversar com o menino. O monge extraiu 16 pontos do relato que poderiam ser verificados e confirmou quase todos. Descobriu que um Sammy Fernando vivera em Gorakana até seis meses antes de Sujith nascer. Sammy tivera as profissões citadas pelo garoto, fora casado com Maggie e morrera atropelado por um caminhão.

Stevenson foi ao Sri Lanka entrevistar os envolvidos no caso e conseguiu confirmar 59 afirmações de Sujith sobre sua vida anterior. O pesquisador notou no menino características marcantes de Sammy, como o gosto pelo canto, a propensão à violência física, uma imensa generosidade e um precoce interesse por cigarros e álcool.

2) Ravi Shankar, um garoto indiano sem parentesco com o famoso sitarista, começou a discorrer sobre sua vida passada também por volta dos 2 anos de idade, em 1953. Ele disse que antes morava num distrito vizinho, descreveu seus brinquedos (um elefante de madeira, uma pistola, uma bola) e um anel que guardava numa cômoda. Contou que o pai era barbeiro e deu seu nome. Depois, afirmou que fora assassinado, identificou os criminosos por nome e profissão e forneceu detalhes da morte: esfaqueado enquanto comia goiabas.

Quando o menino completou 4 anos, sua família foi visitada por um homem que ouvira falar do caso. Ele lhes disse que seu filho de 6 anos fora assassinado seis meses antes do nascimento de Ravi, nas circunstâncias descritas pelo garoto.

Stevenson foi à Índia investigar a história em 1964. Ravi já estava então com 13 anos, mas o pesquisador descobriu que um professor havia anotado os relatos do garoto quando ele tinha 5 anos. A partir desse material, Stevenson conseguiu confirmar 26 pontos da narrativa de Ravi, como os brinquedos, o anel na cômoda e as goiabas. Ele também notou uma espécie de cicatriz no pescoço do adolescente, semelhante a um antigo ferimento a faca já fechado. Quando criança, Ravi tinha pavor de facas e lâminas e ficava com medo de visitar a região onde o outro menino fora morto.

3) Jimmy Svenson, um garoto do Alasca, dizia ser o irmão falecido de sua mãe. Além de reconhecer o lugar onde havia morado (a 160 km de sua residência na vida atual), ele se lembrava de diversos fatos de sua suposta vida anterior, incluindo a maneira como havia morrido – baleado no estômago. Stevenson constatou que o comportamento do menino se assemelhava ao do tio assassinado, e uma marca de nascença de Jimmy combinava exatamente com o local onde o projétil penetrara no corpo do tio.

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