Risada dos outros influencia nossa percepção de humor

Pesquisa mostra que ouvir risadas de outras pessoas, sejam gravadas, sejam espontâneas, aumentam nossa percepção de que uma piada é engraçada

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Risada dos outros influencia na nossa percepção de humor / Imagem de Nicolás Borie Williams por Pixabay

A risada é uma poderosa forma de expressão de emoções e funciona como uma “cola” que une pessoas em interações sociais. Nós somos muito mais propensos a rir quando estamos com outras pessoas, por isso a risada tem um papel comunicativo importante.

Uma pesquisadora da Universidade College de Londres resolveu tentar desvendar uma questão acerca do ato de rir: será que a risada dos outros influencia  a nossa percepção do quão engraçada é uma piada ou situação?

Aparentemente, a resposta é sim. Em seu estudo, Sophie Scott descobriu que aquelas risadas gravadas que aparecem em programas de comédia na TV influenciam na nossa percepção do nível de graça de uma piada, mesmo que a piada fosse daquelas mais infames, do tipo “piada de tiozão” (exemplo: como vocês chamam pernilongo? Lá em casa a gente não chama, ele vem sozinho).

No geral, os voluntários dava notas mais altas para esse tipo de piada quando eles ouviam um som de risadas gravadas, semelhante aos das comédias de TV, logo em seguida da piada. Quando os participantes ouviam sons de risadas espontâneas, aí a percepção deles sobre o quão engraçada era a piada aumentava ainda mais.

Os pesquisadores fizeram o mesmo teste com voluntários autistas, e obtiveram o mesmo resultado: as risadas alheias aumentaram o quanto eles acharam as piadas “bobas” engraçadas. Porém, os voluntários autistas deram notas mais altas a todas as piadas se comparados com os outros voluntários, o que mostra, de acordo com os pesquisadores, que eles são mais abertos a esse tipo de humor, enquanto que os neurotípicos que participaram da pesquisa eram mais conscientes da infantilidade das piadas.

“Qualquer tipo de risada torna a piada mais engraçada, mas uma expressão de emoção genuína é ainda mais cativante”, disse Sophie Scott em entrevista à revista “Popular Science“.

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